A partir deste dia 1º de maio, o indicativo tarifário que estará presente na conta de eletricidade será o âmbar, o que mostra um acréscimo no custo da conta de eletricidade em comparação com o indicativo tarifário verde, que estava em vigor desde o começo deste ano. Com isso, o cliente terá que desembolsar uma taxa adicional na conta de R$ 1,88 para cada 100 kW/h consumidos.
A última vez que o indicativo âmbar estava em vigor foi em dezembro de 2025. Esta foi a primeira vez que o indicativo âmbar apareceu em um mês de dezembro desde 2019.
O consumo médio de uma família no Brasil varia bastante dependendo da região e da classe social, mas segundo os dados mais recentes da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a média de consumo elétrico residencial no Brasil é em torno de 200 kWh por mês. Dessa forma, o aumento médio na conta de maio comparado com abril para as residências será de R$ 3,76.
Acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh
Com a adição de R$ 1,88 para cada 100 kW/h, uma família que consome 200 kWh por mês desembolsará R$ 3,76 de taxa extra na conta de eletricidade. Em abril, quando o indicativo verde estava em vigor, não havia taxa adicional.
Este incremento é detalhado na conta como “Encargo do indicativo tarifário” e varia de acordo com o consumo.
Compreensão dos indicativos tarifários
Instituído em 2015, o sistema de indicativos tarifários reflete os custos variáveis da produção de energia elétrica. Classificados em níveis, os indicativos mostram o quanto está custando à Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia utilizada em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias.
Indicativo verde
Quando o indicativo é verde, indica que as condições de produção de energia estão favoráveis. As usinas hidrelétricas estão funcionando com um nível adequado de água nos reservatórios, permitindo manter a tarifa normal, sem acréscimos.
Custo adicional na conta: R$ 0,00 por kWh.
Indicativo âmbar
Essa coloração indica que o custo de produção aumentou, porém ainda não de maneira crítica. É um aviso de que há uma necessidade maior de recorrer a fontes mais caras, como usinas termelétricas, mas sem um impacto drástico ainda.
Custo adicional na conta: R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos, acréscimo de cerca de 3% na conta de eletricidade.
Indicativo vermelho
Dividido em dois patamares, o indicativo vermelho demonstra que o sistema elétrico está em situação crítica e o custo da energia disparou.
Patamar 1: Custo adicional de R$ 6,50 para cada 100 kWh, aumento de até 8% no valor final da conta de eletricidade.
Patamar 2: Custo adicional de R$ 7,87 para cada 100 kWh, o valor mais alto do sistema, utilizado em momentos de grande escassez, o que pode elevar sua conta em até 13%.
Entre 2021 e 2022, durante a crise hídrica, foi implementado o indicativo de escassez hídrica, pressionando ainda mais as tarifas.
*Artigo original publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

