A remuneração média mensal efetiva do colaborador brasileiro atingiu R$ 3.367, no ano de 2025, elevação de 5,4% em relação a 2024. A soma de todos os ganhos mensais provenientes de atividades no território nacional resultou em uma quantia de R$ 361,7 bilhões, em 2025, a maior cifra da série, com crescimento efetivo de 7,5%, comparado a 2024, e de 23,5%, em relação a 2019. Com o desempenho do ano anterior, já são quatro anos consecutivos de incremento da quantia de renda do trabalho em taxas anuais superiores a 6,0%, segundo os dados da Investigação Nacional por Amostra de Residências Contínua (INAR Contínua) – Receita de todas as erupções 2025.
Do total de 212,7 milhões de indivíduos habitantes no Brasil, em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de receita, o patamar mais alto da sequência histórica da investigação e equivalente a 143,0 milhões de pessoas. Em 2024, eram 140,4 milhões, o equivalente a 66,3% do total da coletividade.
Categorização de remuneração
No ano de 2025, a porção de sujeitos que detinham remuneração originária de trabalho, abarcando todas as ocupações, correspondia a 47,8% da população residente, o que equivale a 101,6 milhões de indivíduos. Em 2024, a percentagem era de 47,1%, o equivalente a 99,9 milhões.
Outro dado que revelou crescimento foi a percentagem de sujeitos que recebem rendimentos de outras fontes que não a do trabalho. Em 2025, esse conjunto representava 27,1% da coletividade. Em 2024, eram 26,5%. Dentro desse conjunto, a categoria aposentadoria e pensão conservava a maior projeção: 13,8% da população residente recebia esse rendimento, em 2025, o que correspondia a 29,3 milhões de indivíduos. Em seguida estava o grupo que recebia renda de programas sociais do governo, o que equivale a 9,1% da população, representando 19,4 milhões de sujeitos, em 2025. Com percentuais bem menores, estavam as categorias pensão alimentícia, doação e mesada de não residente (2,3%), aluguel e arrendamento (1,9%) e outros lucros (1,9%).

Montante das aposentadorias e pensões
Entre todas as categorias que constituem a renda originária de outras fontes, o item aposentadoria e pensão mostrou o maior montante médio, em 2025, (R$ 2.697), mantendo-se próximo dos valores registrados em 2024 (R$ 2.641) e 2019 (R$ 2.729).
Em todas as grandes regiões, aposentadoria e pensão representava a categoria de maior montante médio dentre os rendimentos de outras fontes, variando de R$ 2.261, na região Nordeste, a R$ 3.499, na região Centro-Oeste. Entre 2024 e 2025, as regiões Centro-Oeste (6,7%) e Nordeste (5,6%) apontaram as maiores elevações de seu montante médio.
Incentivos sociais do governo
A proporção de residências com algum beneficiário de incentivo social do governo, abrangendo o Programa Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada, da Constituição da Assistência Social – BPC-LOAS, além de outros incentivos sociais dos governos federal, estadual ou municipal, atingiu 22,7%, em 2025, o que corresponde a 18 milhões de domicílios beneficiados. Em 2024, eram 18,2 milhões de domicílios, o equivalente a 23,6% de residências abrangidas por algum programa social. Já em relação a 2019, eram 12,5 milhões, o equivalente a 17,9% das residências.
Em 2024, a percentagem de residências que recebiam rendimento do Bolsa Família foi estimada em 18,6%, próximo do valor observado no ano anterior, ao passo que aqueles que recebiam rendimentos de outros programas sociais aumentou para 2,1%. Em 2025, observa-se uma queda da percentagem de moradias beneficiárias do Bolsa Família para 17,2%, enquanto aqueles que recebiam benefícios da categoria de outros programas sociais tiveram pequena variação positiva, alcançando 2,4%. Em relação ao BPC-LOAS, nota-se que, entre 2024 e 2025, a percentagem de domicílios em que algum morador recebia esse tipo de rendimento variou de 5,0% para 5,3%, sendo este o maior percentual da série histórica. Em 2019, eram 3,6% de domicílios com beneficiário do programa, ao passo que em 2012, 2,5%.
Receita de incentivos sociais
Em 2025, o montante médio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870, similar ao montante observado em 2024 (R$ 875). Em relação a 2019, quando o montante era de R$ 508, o montante médio dos rendimentos de programas sociais do governo cresceu 71,3% no país, com destaque para as regiões Nordeste (80,1%) e Norte (70,5%), que registraram um crescimento bastante significativo nesse período.
Auxílio familiar
O lucro familiar per capita nos domicílios que recebiam o Programa Bolsa Família, em 2025, foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do lucro médio daqueles que não recebiam tal benefício.
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

