Em meio ao abrandamento da inflação, o governo nacional diminuiu as previsões para o montante do salário mínimo de 2026 de R$ 1.631 para R$ 1.627. O valor atual do salário mínimo é de R$ 1.518. O ministério do Planejamento esclareceu em comunicado que “A estimativa do salário mínimo reflete mudanças nos parâmetros, e o valor definitivo será conhecido somente no começo do ano.”
A notícia foi primeiramente divulgada pelo G1 e confirmada pela revista IstoÉ Dinheiro.
“A revisão da projeção está sujeita a outros elementos, como a oscilação da base de beneficiários, sendo responsabilidade do congresso avaliar a pertinência e oportunidade de modificar as estimativas dos dispêndios previdenciários e sociais durante a análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), podendo a projeção também ser reavaliada ao longo das avaliações bimestrais ao longo de 2026″, complementou o ministério.
O reajuste para 2026 é calculado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 12 meses até novembro somado a um aumento real de 2,5%. Em agosto, o governo previa um índice inflacionário de 4,78%, porém agora o mercado passou a estimar um INPC inferior a 4,50%.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país, teve uma desaceleração para 0,09% em outubro, a menor para o mês desde 1998, quando registrou 0,02%. A elevação do indicador perdeu força em meio a um contexto de elevação da taxa de juros, com a Selic em 15% ao ano. Em novembro, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,20%. Com esse resultado, o IPCA-15 acumulou um aumento de 4,50% nos últimos 12 meses.
Tiago Sbardelotto, economista da XP, prevê que o valor do salário mínimo será de R$ 1.624 em 2026. A XP trabalha com a expectativa de um aumento de 4,36% no INPC até novembro. “Dessa forma, considerando o aumento da inflação somado ao ganho real de 2,5% estipulado na lei n° 15.077/24, chegamos ao montante indicado,” explicou.
Um salário mínimo menor pode diminuir o risco fiscal
Em comunicado, o Ministério do Planejamento esclareceu que “a nova projeção resulta em uma redução dos dispêndios com aposentadorias, pensões e outros auxílios”. Tais benefícios sociais estão indexados ao salário mínimo e, consequentemente, sofrem ajustes. Atualmente, 70% das aposentadorias, ou cerca de 28 milhões de beneficiários, são pagas com base no salário mínimo.
Além disso, de acordo com o órgão, a garantia de uma redução da pressão fiscal depende de outros fatores, “como a variação da base de beneficiários, sendo incumbência do congresso avaliar se é oportuno e conveniente alterar as projeções dos gastos previdenciários e sociais ao longo da tramitação do PLOA, podendo a projeção ser avaliada novamente durante as avaliações bimestrais ao longo de 2026”.
*Reportagem original disponível em IstoÉ Dinheiro, parceira da B3 Bora Investir
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Fonte: Bora investir

