As vendas para o exterior alcançaram um patamar inédito em novembro: US$ 28,515 bilhões, valor 2,4% superior ao montante registrado em 2024. As compras do exterior também atingiram um nível recorde para o mês, totalizando US$ 22,673 bilhões, um aumento de 7,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Ambos os acréscimos foram impulsionados por um aumento no volume, visto que os valores dos bens exportados diminuíram 1,3% e os das importações cresceram 2,1%, porém em menor proporção que o aumento no volume.
A balança comercial do Brasil contabilizou um superávit de US$ 5,842 bilhões no mês. Apesar de positivo, esse resultado representa uma queda de 13,4% em relação aos US$ 6,7 bilhões de superávit no mesmo mês em 2024.
Agricultura promove expansão das exportações
O setor que mais se expandiu nas exportações foi a agricultura, com um aumento de 25,8% para R$ 5,6 bilhões. Já a Indústria de Transformação registrou um crescimento de 3,7%, totalizando R$ 16,2 bilhões. Enquanto isso, a indústria extrativa teve uma queda de 14%, alcançando R$ 6,5 bilhões.
A redução na indústria extrativa foi causada pelo ramo petrolífero, que tem um padrão volátil de operação. Já o destaque positivo na agricultura foi a soja, cujo valor total exportado cresceu 64,6%.
No que diz respeito aos países, houve um aumento no valor exportado para a China (41%), enquanto os Estados Unidos apresentaram seu terceiro declínio desde agosto, quando as tarifas de 50% impostas por Donald Trump entraram em vigor. A redução foi de 28,1%, menor do que a queda de 37% registrada no mês anterior.
As principais reduções de envio para os Estados Unidos no mês foram de óleos brutos de petróleo (-65,66%), café não torrado (-55,6%), carne bovina (-58,6%), sucos de frutas (-40,1%) e celulose (-31,4%). O principal produto, o petróleo, não estava sujeito às tarifas elevadas.
Conforme o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, é esperada uma retomada ou crescimento nas exportações para o país com a revogação da maioria das tarifas decretadas no mês passado pelo presidente Donald Trump.
Superávit acumulado em 2025 fica abaixo do ano anterior
No acumulado de 2025, as exportações alcançaram US$ 317,822 bilhões e as importações, US$ 259,983 bilhões. Assim, o Brasil apresenta um saldo positivo de US$ 57,839 bilhões, uma queda de 16,8% em relação aos onze primeiros meses do ano anterior.
A redução se deve principalmente a um aumento nas importações (+7,2%) superior ao das exportações (1,8%). Ambos os valores, no entanto, são os mais elevados da série histórica iniciada em 1989.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
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Fonte: Bora investir

