Nesta manhã de sexta-feira, 19 de junho, o IBGE divulgou o Índice de Desenvolvimento dos municípios de 2023. Os 10 municípios mais destacados contribuíram com uma parte significativa da economia nacional nesse período. São Paulo foi o estado com maior presença dos seus municípios nessa lista, com três cidades.
Na liderança da lista, encontram-se São Paulo (SP), com 9,7%; Rio de Janeiro (RJ), 3,8%; Brasília (DF), 3,3%; Maricá (RJ), 1,2%; Belo Horizonte (MG), 1,2%; Manaus (AM), 1,2%; Curitiba (PR), 1,1%; Osasco (SP), 1,1%; Porto Alegre (RS), 1,0% e Guarulhos (SP), 0,9%.

A participação dos municípios que não são capitais no PIB nacional caiu de 72,5% em 2022 para 71,7% em 2023, enquanto as capitais ampliaram sua fatia de 27,5% para 28,3% no mesmo período.
O setor de serviços foi o principal responsável por esse aumento na participação das capitais. São Paulo teve o maior acréscimo de participação (0,4 p.p.), seguido por Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), com acréscimos de 0,1 p.p. cada um. Belo Horizonte (MG) teve uma leve variação de cerca de 0,1 p.p. e segue entre as capitais mais influentes.
No grupo dos cinco municípios que mais perderam participação no PIB nacional entre 2022 e 2023, todos estavam ligados à indústria petrolífera: Maricá (RJ), com uma redução de 0,3 ponto percentual (p.p.), Niterói (RJ) e Saquarema (RJ), com -0,2 p.p. cada um. Ilhabela (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) completam essa lista, ambos com -0,1 p.p.
Produto Interno Bruto per capita e Desigualdade
Em 2023, Saquarema (RJ) alcançou o maior PIB per capita, com R$ 722,4 mil por residente. Entre as capitais, o maior valor foi registrado em Brasília (DF), com R$ 129,8 mil — montante 2,41 vezes superior à média nacional, que ficou em R$ 53,9 mil.
No extremo oposto da escala econômica, Manari (PE) teve o menor valor per capita do país: R$ 7.201,70 por habitante. O estado do Maranhão contempla quatro dos cinco menores PIBs per capita do Brasil, com destaque para Nina Rodrigues (MA) e Matões do Norte (MA).
A Grande São Paulo, composta por 37 municípios, aumentou sua representatividade de 15,8% para 16,2%. Já a região metropolitana do Rio de Janeiro, formada por 21 municípios, foi a que mais perdeu espaço, passando de 8,7% para 8,0% na composição do PIB nacional.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

