Nesta quarta-feira (21), o Ibovespa B3 experimentou um dia extraordinário em termos de desempenho. Devido a fatores externos e internos, o principal índice da bolsa brasileira registrou ganhos ao longo do dia, alcançando novos recordes e encerrando no nível mais alto de sua história, ao avançar 3,33%, atingindo 171.816,67 pontos.
A jornada do IBOV teve início com reflexos das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e a Europa, relacionadas ao controle da Groenlândia. Mesmo com o presidente Donald Trump assegurando que não recorrerá a armas no conflito, o que reduziu o risco para ativos de risco, as disputas comerciais continuam a influenciar as decisões dos investidores.
“Aspectos macroeconômicos globais, especialmente os de natureza geopolítica, têm ocasionado uma notável retirada de capital da Europa e dos EUA, afastando-se de conflitos e de uma competição comercial intensa. Esse movimento de transferência para mercados emergentes teve início e é uma tendência que se consolida ao longo de todo o ano de 2026”, ressalta Cristiano Henrique Luersen, Sócio e Consultor de Investimentos da Wiser Investimentos.
No âmbito nacional, as pesquisas eleitorais para as eleições de 2026 permanecem em destaque. Com a perspectiva de um maior equilíbrio entre governo e oposição, os investidores aguardam políticas fiscais mais equilibradas.
“Uma maior competição em relação ao candidato favorito leva os mercados a esperarem um maior equilíbrio nas contas públicas, uma gestão mais rigorosa, e um cenário de responsabilidade fiscal elevada, com perspectivas de queda nas taxas de juros futuras, a expectativa de uma taxa Selic reduzida e condições mais favoráveis para crédito e desempenho das empresas brasileiras”, destaca Luersen.
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Ibovespa hoje
Nesse contexto, o Ibovespa oscilou entre 171.969,01 pontos, alcançando uma nova máxima histórica, e 166.277,91 pontos na mínima do dia. O volume de negociações na B3 totalizou R$ 43,1 bilhões.
Principais valorizações
| Ticker | Variação (%) | Montante (R$) |
| COGN3 | 10,96 | 4,05 |
| YDUQ3 | 8,91 | 13,08 |
| CEAB3 | 7,93 | 10,89 |
| VAMO3 | 7,49 | 3,73 |
| LREN3 | 6,39 | 14,49 |
Dólar hoje
Os fatores geopolíticos nos EUA e Europa, juntamente com a estabilização dos rendimentos dos títulos japoneses (JGBs), que contribuíram para aliviar a pressão nas curvas de juros globais, deram suporte ao real frente ao dólar nesta quarta-feira. Ao final do dia, o dólar comercial registrou uma queda de 1,13%, valendo R$ 5,32.
“No Brasil, embora o cenário internacional tenha desempenhado um papel relevante no câmbio, destaca-se o substancial influxo global de recursos para ativos locais/emergentes neste início de ano, sustentando a valorização do real em relação ao dólar”, comenta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Bolsas de Nova York
As bolsas de Nova York recuperaram parte das perdas registradas no pregão anterior, depois que Trump anunciou que não recorrerá a força militar na Groenlândia e chegou a um acordo com a OTAN sobre a ilha, o que o fez recuar em relação às tarifas que havia proposto contra a Europa e que estariam em vigor a partir de 1º de fevereiro. Assim, o Dow Jones valorizou 1,23%, o S&P 500 avançou 1,16%, enquanto o Nasdaq teve um ganho de 1,18%.
Fonte: Bora investir

