Os últimos sete dias finalizaram com o Índice Bovespa B3 alcançando um novo máximo pela quarta vez consecutiva, ultrapassando 180 mil pontos pela primeira vez em toda a sua história, com uma valorização superior a 11% no ano de 2026. Na semana que se inicia, no entanto, os rumos do mercado estarão atrelados às decisões sobre a taxa de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, na Chamada de Quarta-feira.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá deliberar na quarta-feira (28) se manterá a taxa Selic nos 15% ao ano atuais. A expectativa dos investidores é de manutenção, contudo, como de praxe, o mercado estará atento às entrelinhas do comunicado em busca de indícios sobre o início do movimento de redução.
No lado norte-americano, a situação se apresenta de forma um tanto indefinida. Além das pressões exercidas pelo presidente Donald Trump para a diminuição do índice de juros, atualmente entre 3,50% e 3,75% ao ano, há a previsão de que, nesta semana, será anunciado o sucessor de Jerome Powell à frente do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos.
Além disso, no cenário internacional, o mercado permanece atento às movimentações políticas norte-americanas. Trump renovou a ameaça de impor tarifas de 100% sobre o Canadá, caso o país feche um acordo comercial com a China. Ao mesmo tempo, os democratas ameaçam outro fechamento do governo, pois resistem a aprovar o orçamento governamental que prevê o aumento do financiamento público para o Departamento de Segurança Interna (DHS), incluindo o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), que se tornou o epicentro da crise de segurança dos Estados Unidos após o falecimento de mais um ativista americano.
Confira o desempenho recente do mercado financeiro
Em virtude do ingresso de investimento estrangeiro no país, o Índice Bovespa B3 teve um acréscimo de 1,86% na última sexta-feira (23), atingindo os 178.858,54 pontos. Já o dólar comercial manteve-se praticamente estável, apresentando uma ligeira alta de 0,05% e sendo cotado a R$ 5,28.
Fonte: Bora investir

