A manufatura industrial registrou uma diminuição de 1,2% em dezembro, conforme anunciado hoje, 3 de janeiro, pelo IBGE. Essa queda representa a maior redução desde julho de 2024 (-1,5%), agravando a tendência majoritariamente desfavorável vista a partir de setembro de 2025, período no qual apresentou um decréscimo de 1,9%.
No decorrer de 2025, a produção industrial aumentou 0,6%, cifra significativamente inferior ao crescimento de 3,1% observado em 2024, porém superior ao avanço de 0,1% de 2023.
Com o desempenho registrado em dezembro, a capacidade produtiva industrial encontra-se 0,6% acima do nível anterior à pandemia (fevereiro de 2020); entretanto, mantém-se 16,3% aquém do ápice atingido em maio de 2011, de acordo com dados do IBGE.
“Ao longo de 2025, observou-se uma evidente desaceleração, com o setor fabril transitando de um crescimento de 1,2% nos primeiros seis meses para uma estabilidade no segundo semestre. Essa redução de dinamismo guarda relação direta com a política monetária mais restritiva, notadamente marcada pelo aumento das taxas de juros, fator que incide diretamente sobre as decisões de investimento das empresas e o consumo das famílias”, declarou André Macedo, responsável pela pesquisa.
Aspectos relevantes da indústria em 2025
No ano de 2025, o incremento de 0,6% em comparação com 2024 apresentou desempenhos positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, em 15 dos 25 setores, 42 dos 80 segmentos e 49,6% dos 789 produtos analisados.
Dentro das atividades econômicas, os principais impactos positivos foram provenientes dos setores de extração mineral (4,9%) e alimentos (1,5%). Por outro lado, no grupo das dez atividades com redução na produção, a área de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,3%) teve o maior peso na média da manufatura.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, associado da B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

