O Índice Bovespa B3 atingiu seus pontos mais altos nessa terça-feira (3), após a divulgação da transcrição do Comitê de Política Monetária. A principal referência da bolsa de valores brasileira avançou 1,58%, alcançando 185.674,43 unidades, e estabeleceu um novo recorde de encerramento – pela nona vez em 2025.
No contexto interno, o principal motivo de confiança veio da transcrição do Copom, que afirmou que a situação econômica atual “exige tranquilidade” para as decisões sobre a magnitude e a velocidade do ciclo de redução das taxas de juros previsto para começar em março. O documento divulgado também destacou que os indicadores econômicos do Brasil vão determinar a avaliação do tamanho do corte, o que estimulou os investidores.
De fato, um dado divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a expectativa de redução. A produção industrial caiu 1,2% em dezembro, marcando a maior queda desde julho de 2024 (-1,5%). No acumulado do ano de 2025, o setor industrial cresceu 0,6%, bem abaixo da alta de 3,1% registrada em 2024.
Os investidores também estavam atentos ao início da temporada de divulgação de balanços amanhã (4), que inclui os resultados do quarto trimestre de 2025 do Itaú e Santander.
“Além disso, o mercado de petróleo também está em alta, em um movimento de recuperação após quedas. Com isso, empresas petrolíferas como Petrobras, Brava Energia e Petrorecôncavo subiram hoje”, afirmou Andressa Bergamo, especialista em investimentos e sócia da AVG Capital.
No cenário internacional, os discursos dos dirigentes do Federal Reserve sobre a resiliência da economia e uma maior redução das taxas de juros (em versões conflitantes) levaram à queda das bolsas de valores e ao aumento do preço do ouro.
+ Confira o calendário de divulgação dos resultados do quarto trimestre
Cotação do Índice Bovespa hoje
Neste contexto, o índice Bovespa oscilou entre 187.333,83 pontos no ponto mais alto do dia e 182.815,55 pontos na mínima do dia. O volume de transações na B3 foi de R$ 36,3 bilhões.
Ações em alta
| Código | Variação (%) | Preço (R$) |
| VAMO3 | 7,37 | 4,37 |
| RADL3 | 5,99 | 26,71 |
| CYRE4 | 5,64 | 30,90 |
| VALE3 | 4,92 | 88,99 |
| BRAP4 | 4,83 | 25,18 |
Ações em baixa
| Código | Variação (%) | Preço (R$) |
| COGN3 | -3,56 | 4,34 |
| YDUQ3 | -3,38 | 14,00 |
| TOTS3 | -3,26 | 43,60 |
| RDOR3 | -2,83 | 42,64 |
| SANB11 | -2,39 | 35,94 |
Cotação do Dólar hoje
A taxa de câmbio recuou ao longo do dia, acompanhando a desvalorização do dólar americano no exterior e o aumento no preço do petróleo, proporcionando vantagens para as moedas de países emergentes e estimulando a entrada de recursos no Brasil. No final do dia, o dólar comercial caiu 0,15%, chegando a R$ 5,24.
“A taxa de câmbio também refletiu o aumento do apetite por risco após o acordo comercial entre os Estados Unidos e a Índia, o que contribuiu para um influxo positivo nos mercados emergentes”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Bolsas de Valores de Nova York
Nas bolsas de Nova York, as incertezas no Federal Reserve, juntamente com os balanços menos animadores das empresas de tecnologia, resultaram em retrocessos nos índices durante o pregão de hoje. Como resultado, o Dow Jones cedeu 0,34%, o S&P 500 recuou 0,84% e o Nasdaq teve uma queda de 1,43%.
Fonte: Bora investir

