A Bolsa Balcão Brasil S.A. (B3SA3) tornou público neste dia de quinta-feira (26), depois que o mercado encerrou suas atividades, os números financeiros finais do quarto trimestre e do ano de 2025. No período, as rendas totalizaram R$ 11,1 bilhões, crescimento de 5% comparativamente a 2024.
“Durante o ano de 2025, a B3 estabeleceu a solidez de seu modelo de negócio diversificado, apoiado em uma estratégia sólida e posta em prática com eficácia, disciplina e clareza de propósito. Em um contexto macroeconômico ainda desafiador, a empresa manteve seu padrão de excelência na operação e, ao mesmo tempo, acelerou a modernização de sua infraestrutura tecnológica e expandiu sua gama de produtos, fortalecendo a preparação para aproveitar oportunidades”, expressa André Veiga Milanez, diretor-executivo Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores.
Os gastos totalizaram R$ 3,4 bilhões, com aumento de 1%. Desconsiderando os custos de depreciação e amortização e atrelados ao faturamento, o crescimento teria sido de 5%, ligeiramente superior à inflação do período, reafirmando a disciplina no controle de despesas, sem comprometer a robusta agenda de lançamento e reforço de produtos.
O lucro líquido recorrente alcançou R$ 5,3 bilhões, crescimento de 10%. O lucro líquido recorrente por ação atingiu R$1,01, em comparação com R$ 0,88 no ano anterior, correspondendo a um aumento de 16% e refletindo a implementação dos programas de recompra de ações pela companhia.
Em 2025, o retorno aos acionistas totalizou R$ 6,3 bilhões, sendo R$ 3,0 bilhões em JCP e R$ 3,3 bilhões em recompras, equivalendo a 4,6% do capital social da empresa. O pagamento de provento, que é a porcentagem de lucro que uma organização paga a seus acionistas, foi de 137% no período.
No final de 2021, foi divulgado o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com isso, a B3 registrou um impacto na correção dos impostos diferidos ligados à amortização fiscal do ágio, no montante de cerca de R$ 1,0 bilhão. No entanto, a movimentação contábil é excepcional e pontual, o benefício fiscal já foi utilizado e não terá nenhum reflexo sobre a geração de caixa da companhia.
A constante introdução de produtos, soluções e inovações também faz parte da estratégia para manter a empresa progredindo de forma vigorosa e saudável. Durante o ano, foram apresentados 12 índices e 19 produtos de derivativos. Além disso, a B3 teve avanços significativos em sua plataforma de negociação secundária de renda fixa, Trademate, e na preparação para atuar no mercado de duplicatas escriturais, com a aquisição das empresas Shipay e CRDC.
Em 2026, a estratégia da empresa continua fundamentada em dois pilares principais: fortalecimento de seus principais negócios e diversificação em atividades que maximizem suas características distintas. O foco é aproveitar ao máximo as oportunidades nos principais negócios e antecipar tendências, por meio da expansão contínua do leque de produtos e serviços, do aprimoramento da infraestrutura tecnológica e da adoção de inteligência artificial e tecnologias emergentes.
Mercados
O setor Mercados, que engloba Renda Variável, Derivativos, Empréstimo de Ativos, Renda Fixa e Crédito, registrou receita de R$ 7,4 bilhões no ano, resultando em uma alta de 3,1% em relação a 2024.
No segmento Renda Variável, o volume financeiro médio diário transacionado (ADTV) na bolsa totalizou R$ 24,4 bilhões, indicando progresso de 1,5% em comparação com 2024. O volume de ETFs e BDRs apresentaram aumentos de 13,3% e 48,0%, respectivamente, compensando a queda de 1,1% nas ações. A participação de ETFs, BDRs e Fundos Listados representou 15,5% do volume total no ano, em comparação com 13% em 2024.
As receitas do setor totalizaram R$ 2,2 bilhões, apresentando um decréscimo de 2,4%. Apesar da taxa Selic se manter em 15% ao ano, os volumes permaneceram substancialmente superiores aos níveis pré-pandêmicos, evidenciando a significativa evolução estrutural do mercado.
No segmento de Derivativos, o volume médio diário movimentado (ADV) atingiu 10,8 milhões, 6,3% menor que em 2024. Já em Derivativos de Balcão, as emissões cresceram 6,0%, enquanto o estoque aumentou 17,0%. Mesmo com a redução nos volumes, a receita diminuiu somente 1,5%, totalizando R$ 3,6 bilhões, demonstrando a efetividade das práticas de tarifação do segmento.
No setor de Renda Fixa e Crédito, o volume de novas emissões de instrumentos de captação bancária elevou-se em 18,0%, principalmente devido ao aumento de 17,9% nas emissões de CDBs. As emissões de outros instrumentos de renda fixa registraram incremento de 13,5%. O estoque médio de instrumentos de captação bancária cresceu 16,3%, enquanto o estoque de debêntures aumentou em 21,6%, demonstrando mais um ano de atividade forte no mercado primário de dívida corporativa. O Tesouro Direto apresentou crescimentos de 17,2% no número de investidores e de 27,2% no estoque médio.
Outros segmentos
O setor Soluções para o Mercado de Capitais gerou uma receita de R$ 672,4 milhões, crescimento de 10,1%. Na área de dados para mercados de capitais, a receita alcançou R$ 327,1 milhões, no ano, com aumento de 15,3%, justificado pelo crescimento da receita dos produtos e enquadramento à inflação dos preços do market data. Na custódia de ativos, o número médio de investidores cresceu 4,0% e as receitas atingiram R$ 206,2 milhões, crescimento de 9,7%.
O setor de Soluções Analíticas de Dados, que engloba os produtos da Neoway, Neurotech, Unidade de Infraestrutura para Financiamento, Pdtec e Datastock, foi reunido sob uma nova marca denominada Trillia, com o propósito de fortificar o desenvolvimento e a oferta de produtos de dados. No setor, a receita alcançou R$ 1,1 bilhão, crescimento de 10,3%. A linha de Plataformas e Dados Analíticos registrou uma receita de R$ 551,4 milhões, no ano, com alta de 17,5%, explicada pelo desenvolvimento das verticais de Crédito, Prevenção a Perdas e Seguros.
Na área de Financiamento, o número de veículos comercializados no Brasil em 2025 aumentou 13,5%, enquanto as operações de financiamento cresceram 2,0%, reflexo da contínua expansão da carteira de crédito para aquisição de veículos. O percentual de veículos financiados alcançou 31,5% dos veículos comercializados. As receitas do setor totalizaram R$ 572,1 milhões, com incremento de 4,2%.
O setor Tecnologias e Plataformas, registrou receita de R$ 1,9 bilhão, crescimento de 14,8%. A média de clientes do serviço de utilização mensal dos sistemas de Balcão aumentou em 4,5%, devido ao desenvolvimento da indústria de fundos no Brasil. As receitas provenientes da Tecnologia totalizaram R$ 1,2 bilhão, alta de 9,9%, refletindo o crescimento do número de clientes no segmento de Balcão, as ajustes anuais de preços pela inflação, e o aumento das receitas com serviços de co-location e conectividade.
O relatório com todos os detalhes sobre os resultados operacionais de 2025 pode ser acessado no portal de RI da B3.
Fonte: Bora investir

