A percentagem de indivíduos sem emprego atingiu 5,4% no trimestre finalizado em janeiro, em comparação com a marca de 5,1% registrada no período encerrado em dezembro, conforme divulgado nesta quinta-feira (5) pelo IBGE.
O desfecho manteve-se conforme as expectativas do mercado e reproduziu o mesmo índice observado de agosto a outubro de 2025 (5,4%), o mínimo da série equivalente iniciada em 2012. Em relação ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%), ocorreu uma queda de 1,1 ponto percentual.
O contingente de pessoas ocupadas totalizou 102,7 milhões, permanecendo inalterado no trimestre, porém registrando um aumento de 1,7% (acréscimo de 1,7 milhões de indivíduos) no período de um ano. A quantidade de desempregados totalizou 5,9 milhões, o que indica uma estabilidade se comparado com o trimestre de agosto a outubro de 2025. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (7,1 milhões), houve uma redução de 17,1% (menos 1,2 milhão de indivíduos).

Remuneração do empregado alcança nível máximo
Os dados provenientes da PNAD Contínua Mensal também apontam que o salário real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652, o mais elevado da sequência, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. O montante total de salários do trabalho atingiu o valor recorde de R$ 370,3 bilhões, com crescimento de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.
A taxa de informalidade (percentagem de trabalhadores informais na população ocupada) situou-se em 37,5%, a mais baixa da série histórica, correspondente a 38,5 milhões de trabalhadores.
Conforme relatado pela coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, os resultados indicam primordialmente a estabilidade dos indicadores de emprego. “Apesar de janeiro geralmente reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos positivos de novembro e dezembro minimizaram o impacto desse movimento sazonal”, declarou.
*Artigo inicialmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

