Indivíduos com dívidas junto a bancos e instituições financeiras têm até o último dia de março para renegociar os débitos com ofertas especiais durante o Mutirão Nacional de Acordo de Dívidas e Direcionamento Financeiro da União Brasileira de Bancos (Febraban).
Os benefícios disponíveis envolvem extensão de prazos, diminuição de taxas, alteração nas condições de quitação ou transição para outras categorias de crédito mais econômicas.
O evento possibilita a negociação de débitos de cartão de crédito, cheque especial, empréstimo consignado e outras modalidades de empréstimos em atraso com bancos ou financeiras.
As diretrizes e condições são estabelecidas pelas organizações de acordo com suas políticas de crédito. Não podem ser incluídas no mutirão as dívidas que tenham garantias (como veículos, motocicletas e imóveis) nem dívidas prescritas.
Dicas para pactuar
A negociação pode ser realizada diretamente nos meios oficiais da entidade credora ou pelo portal Consumidor.Gov, que o indivíduo acessa através de sua conta Gov.br prata ou ouro.
Para entender como aderir à campanha, basta acessar a página oferecida pela Febraban, que apresenta um vídeo tutorial para negociar e como acessar o portal Gov.BR, localizar a organização credora e iniciar o requerimento de negociação.
Na interação com a entidade credora, o interessado deve indicar a dívida que deseja quitar e questionar as condições oferecidas para a liquidação.
Caso concorde com a proposta, será firmado um acordo de negociação. Se não estiver de acordo, é possível fazer contrapropostas para chegar a um consenso financeiramente viável.
Maneiras de averiguar dívidas
No mesmo site, o cidadão também encontra conteúdo exclusivo sobre direção financeira e acesso a outros meios, como o Registrato, sistema do Banco Central que possibilita a visualização do Relatório de Financiamentos e Empréstimos (SCR). O relatório inclui a lista de dívidas em nome do indivíduo junto a entidades financeiras.
O mutirão de pactuação de dívidas apoia o cidadão, ajuda a reduzir a inadimplência no país e fortalece a economia ao possibilitar que mais pessoas voltem ao mercado de consumo de forma sustentável. Essa medida também promove a cultura do diálogo e da transparência entre instituições financeiras e clientes, criando um ambiente mais saudável para acordos e prevenindo o endividamento excessivo”, explicou o diretor executivo de Cidadania Financeira da Febraban, Amaury Oliva.
*Agência Brasil
Fonte: Bora investir

