Um passo adicional foi dado pela B3 para ampliar sua gama de índices de renda fixa ao introduzir o Índice de Letra Financeira S1 DI B3 (ILFS1 B3), que passa a fazer parte da coleção de 12 indicadores que abrangem diversos setores do mercado brasileiro de renda fixa – desde títulos públicos até debêntures corporativas.
Essa nova métrica estabelece uma base para o investimento em Letras Financeiras, que são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. Em 2025, houve um aumento de 24% no estoque desses ativos em comparação com 2024, alcançando um total de R$ 976,8 bilhões na B3.
O índice é composto exclusivamente por Letras Financeiras emitidas por bancos do segmento S1 do Banco Central (que engloba as principais instituições do país). A metodologia engloba títulos vinculados ao DI + spread, exige um prazo mínimo de 30 dias e mantém uma carteira com média de prazo superior a 720 dias, reequilibrada mensalmente (veja mais sobre a metodologia abaixo).
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“O Índice de Letra Financeira B3 ressalta o compromisso de transparência da B3 e oferece referências mais precisas para classes de ativos em expansão no mercado brasileiro. O índice surge como uma base para uma categoria relevante dentro do contexto de crédito bancário, proporcionando ao mercado uma métrica para monitorar títulos DI + o spread emitidos pelos principais bancos do país”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.
O lançamento do índice já vem acompanhado por um produto que reflete essa ideia para o investidor pessoa física: o LFIX11, ETF lançado pela Investo em colaboração com a V8 Capital. O fundo replica integralmente o ILFS1 B3 e oferece uma maneira de ter acesso a uma ampla carteira de Letras Financeiras dos principais bancos, com cotas a partir de R$ 20.
“O objetivo do LFIX11 é democratizar os investimentos em Letras Financeiras, combinando crédito high grade e liquidez no ingresso mais acessível do mercado atualmente”, destaca Cauê Mançanares, CEO da Investo. A gestora ressalta que, ao investir no ETF, o investidor reduz a exposição a riscos de ficar atrelado a um único emissor, como ocorre ao adquirir uma única LF.
Ainda segundo a Investo, desde o início da série histórica, o LFIX11 teria apresentado rendimento superior ao CDI. Em um período de um ano, até 23 de janeiro de 2026, o índice acumulou 15,4%, equivalente a 106,9% do CDI. Já em dois anos, o retorno teria sido de 28,9%, ou 108,2% do CDI.
Compreenda a metodologia do índice
O ILFS1 B3 considera tanto a variação dos preços quanto os ganhos gerados pelos ativos ao longo do tempo. A carteira teórica apresenta prazo médio superior a 720 dias e é reequilibrada mensalmente para refletir alterações nas quantidades de títulos em estoque.
Para serem incluídos no índice, os títulos devem:
- Provir de instituições financeiras do segmento S1;
- Ter remuneração vinculada ao DI somado ao spread;
- Apresentar vencimento igual ou superior a 30 dias corridos.
Os ativos que não cumprirem esses critérios são excluídos da carteira. A ponderação é feita com base no valor de estoque, considerando a quantidade de títulos depositados na B3. Os reequilíbrios ocorrem no quinto dia útil do mês, levando em conta as quantidades definidas na versão anterior da carteira teórica e nos preços do dia da nova carteira.
Para garantir que o prazo médio da carteira se mantenha acima dos 720 dias, são realizados ajustes nas quantidades de cada título, com o padrão mínimo de 800 dias na data do reequilíbrio.
A metodologia completa e outras informações sobre o índice estão disponíveis no site da B3.
Fonte: Bora investir

