Uma equilibrada comercial apresentou o segundo maior excedente para períodos de fevereiro desde o começo da série histórica, favorecida pela diminuição das compras externas, anunciou neste dia da semana (5) o Ministério do Progresso, Indústria, Comércio e Sustentação (Mdic). No mês anterior, as mercadorias vendidas superaram as mercadorias adquiridas em US$ 4,342 bilhões, incremento de 85,8% em relação ao superávit de US$ 2,337 bilhões no mesmo mês de 2025.
A situação da equilibrada comercial para meses de fevereiro somente é inferior a 2024. Naquele mês, teve superávit de US$ 6,196 bilhões.
O montante das mercadorias exportadas e importadas:
- Mercadorias exportadas: US$ 25,153 bilhões, diminuição de 1% em comparação a fevereiro do ano transato;
- Mercadorias importadas: US$ 20,810 bilhões, decréscimo de 9,8% na mesma análise.
O montante das mercadorias exportadas é o terceiro melhor para meses de fevereiro desde o começo da série histórica, em 1989, somente atrás de fevereiro de 2024 e de 2025. As mercadorias importadas tiveram o segundo melhor fevereiro da série, somente ficando atrás do mesmo mês do ano anterior.
Ramos
Na distribuição por ramos da economia, as vendas ao exterior em fevereiro oscilaram da seguinte maneira:
- Agricultura: 2,1%, com declínio de 3,4% na quantidade e ascensão de 5,3% no valor médio;
- Indústria de extração: -3,4%, com incremento de 6,2% na quantia e queda de 9,1% no custo médio;
- Indústria fabril: -0,5%, com retração de 0,6% na quantidade e de 0,1% no custo médio.
Itens
Os principais itens responsáveis pela diminuição das vendas ao exterior em fevereiro foram os seguintes:
- Agricultura: café não torrado (-23,7%); algodão bruto (-31,2%); e trigo e centeio não triturados (-33,6%);
- Indústria de extração: óleos brutos de petróleo (-7,8%); e minério de ferro (-8,6%);
- Indústria fabril: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%); açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).
Em relação ao petróleo bruto, a queda nas vendas ao exterior atinge US$ 364,6 milhões em comparação a fevereiro de 2025. Habitualmente, as vendas de petróleo registram significativa variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.
Quanto às importações, a queda está associada ao petróleo e à redução do desenvolvimento econômico, com a diminuição dos investimentos.
Na subdivisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:
- Agricultura: cacau bruto ou torrado (-86,3%); e trigo e centeio não triturados (-35,5%);
- Indústria de extração: óleos brutos de petróleo (-49,8%); e gás natural (-15,8%);
- Indústria fabril: motores e máquinas não elétricos (-66,8%); óleos combustíveis de petróleo (-17,5%); e partes e acessórios de veículos (-20,4%).
Previsões
Para este ano, o Mdic estima saldo positivo comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As vendas ao exterior devem encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e as compras do exterior entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
As previsões oficiais para a equilibrada comercial são atualizadas trimestralmente. Conforme o Mdic, novas estimativas mais pormenorizadas sobre vendas ao exterior, compras do exterior e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.
No ano anterior, a equilibrada comercial apontou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo foi de US$ 98,9 bilhões.
As estimativas do Mdic são mais favoráveis que as das instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a equilibrada comercial encerrará o ano de 2026 com superávit de US$ 67,65 bilhões.
*Agência Brasil
Fonte: Bora investir

