O Índice de Desempenho Econômico do Banco Central (IDC-BC), visto pelo mercado como uma estimativa preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, encerrou o mês passado com um aumento. O índice teve uma elevação de 0,7% em relação ao resultado de outubro de 2025, com base em dados ajustados sazonalmente pelo Banco Central.
A alta foi impulsionada pelos setores manufatureiro e de atividades, que registraram crescimentos de 0,8% e 0,6% respectivamente em novembro em comparação com outubro. Enquanto isso, a atividade agropecuária teve uma diminuição de 0,3%, ao passo que o indicador de tributos sobre os produtos teve um avanço de 1,1%.
“Esse desempenho, juntamente com os dados sobre inflação divulgados na semana passada, praticamente elimina a chance de uma redução da Selic em janeiro. Ainda assim, acreditamos que as condições para o início da flexibilização da política monetária estão presentes, o que deve ocorrer a partir da reunião de março”, comentou André Valério, economista principal do Inter.
Comparado a novembro de 2024, a atividade econômica do Brasil teve um aumento de 1,2%, considerando dados não ajustados sazonalmente. Nessa comparação, as produções agrícolas e pecuárias foram as principais responsáveis pelo crescimento econômico, apresentando uma expansão de 3,6%, seguidas pelo segmento de serviços, que cresceu 2%.
Em novembro de 2025, a atividade industrial declinou 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse foi o mesmo percentual de queda observado pelo indicador de tributos sobre os produtos.
Com os resultados de novembro, a estimativa preliminar do PIB brasileiro indica um crescimento de 2,4% na economia do Brasil no acumulado dos primeiros 11 meses de 2025, comparado com o mesmo período do ano anterior. A atividade agropecuária tem sido a principal impulsionadora desse desempenho, registrando um crescimento de 13,4% nos 11 meses.
Enquanto isso, o setor de serviços acumulou, até novembro do ano passado, um crescimento de 2%, seguido pela atividade industrial, com um avanço de 1,3% nos 11 meses.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

