Em 2025, a taxa de desemprego atingiu o seu nível mais baixo no Brasil, e 20 das 27 unidades da federação alcançaram a menor taxa anual de falta de emprego em seus registros históricos, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE.
Ao avaliar os diferentes territórios, as taxas mais elevadas em 2025 foram observadas na Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%). Enquanto que as porcentagens mais baixas foram registradas em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%), conforme revelado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Os 20 estados que apresentaram a menor taxa anual de desemprego de sua série histórica foram: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).
A porcentagem anual de falta de emprego no país foi de 5,6% em 2025, em comparação com 6,6% em 2024. Já no quarto trimestre do último ano, a porcentagem ficou em 5,1%. Confira aqui os detalhes da Pnad Contínua.
“O nível mais baixo na história em 2025 se deve à movimentação vista no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real. No entanto, a queda na falta de emprego esconde questões estruturais: Norte e Nordeste têm alta informalidade e subutilização, evidenciando ocupações com produtividade reduzida”, explica William Kratochwill, especialista da pesquisa.
No quarto trimestre de 2025, 1,1 milhão de pessoas estavam em busca de trabalho há dois anos ou mais, representando uma redução de 19,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa situação. Outras 1,1 milhão de pessoas procuravam emprego há menos de um mês, uma queda de 23,1% em comparação ao mesmo trimestre de 2024, quando 1,4 milhão de pessoas estavam nessa situação.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

