O Fleury informou nesta segunda-feira, 23, que concordou com um acordo não vinculativo para eventual criação de uma nova empresa em conjunto com a Porto Seguro e a Oncoclínicas.
De acordo com comunicado relevante, o Fleury e a Porto coinvestiriam, totalizando R$ 500 milhões, e teriam o comando da empresa. As participações societárias ainda precisam ser estabelecidas entre ambas as partes.
Já a Oncoclínicas transferiria os ativos e operações ligadas às clínicas oncológicas, além de dívidas e passivos de no máximo R$ 2,5 bilhões.
A Oncoclínicas concedeu a exclusividade ao Fleury e à Porto por 30 dias, a partir de 13 de março.
A nova empresa ainda lançaria debêntures conversíveis em ações ordinárias, que seriam adquiridas pela Porto e/ou pelo Fleury, no montante de R$500 milhões. A Oncoclínicas também teria a opção de adquirir até 30% do total das debêntures, com vencimento em 48 meses após o desembolso e com remuneração correspondente a 110% do CDI.
A transação está sujeita, entre outros critérios, a aprovações internas e a realização de auditoria na Oncoclínicas.
A situação difícil da Oncoclínicas
As transformações e a mudança de liderança da empresa ocorrem em um cenário de séria crise, após uma deterioração dos indicadores financeiros no último ano. A Oncoclínicas registrou prejuízo de R$ 1,88 bilhão no terceiro trimestre de 2025, em comparação com lucro de R$ 3,1 milhões no mesmo período anterior. Segundo o Santander, o prejuízo líquido para o ano está estimado em R$ 2,163 bilhões.
Anunciado antes da saída de Bruno Ferrari, o relatório do Santander aposta em Camille Faria, atual vice-presidente executiva da empresa, para assumir o cargo de próxima CEO. A executiva foi promovida para o cargo atual no mês passado. Em nota, a empresa declara que Faria está “liderando iniciativas para otimização de processos, fortalecimento da governança e melhorias na estrutura operacional”.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

