A Taxa Nacional de Crescimento de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a elevação de preços oficial do Brasil, anotou incremento de 0,88% em março, após ter aumentado 0,70% em fevereiro. Esse foi o desempenho mensal mais elevado desde fevereiro de 2025, quando a proporção foi de 1,31%.
Durante os 12 meses até março, o IPCA teve crescimento de 4,14%, comparado a 3,81% no mês anterior. A meta estipulada para a elevação de preços é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Logo, o limite máximo da meta é de 4,50%. Confira aqui os detalhes.
O aumento foi impulsionado principalmente pelos custos de locomoção e mantimentos, em meio às incertezas causadas pela disputa no Oriente Médio. O confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tem causado apreensões sobre a elevação de preços diante das altas globais nos preços do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Na semana passada, a Petrobras anunciou elevação de 54,8% nos valores do querosene de aviação para abril.
No Transporte, a majoração mais relevante foi a da gasolina (4,59%), com influência de 0,23 pontos percentuais na inflação do mês. Outros aumentos ocorreram em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), porém com menor impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral.
Dentre os alimentos, as principais pressões foram nos custos do leite de longa duração (11,74%) e tomate (20,31%).
Aumentos expressivos entre alimentos
Principais altas em produtos não alimentícios

*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, colaborador de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir


