A bolsa diminuiu pela sétima semana seguida a previsão para a índice de preços ao consumidor em 2026, de acordo com levantamento Foco divulgado pelo Banco Central hoje (23).
O informativo Foco, que abrange a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a previsão para o aumento do IPCA este ano agora é de 3,91%, em comparação com 3,95% na semana anterior. Para 2027, a estimativa permanece em 3,80%.
O ponto central da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O índice oficial de inflação do país em 12 meses até janeiro subiu para 4,44%, em comparação com 4,26% em dezembro. Nesta sexta-feira (27), o IBGE divulga a prévia da inflação de fevereiro.

Produto Interno Bruto e Taxa Selic, de acordo com o Foco
O estudo semanal realizado com uma centena de economistas também indicou que houve ligeiro aumento na perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão continua de desaceleração, mas com progresso da economia agora calculado em 1,82% para 2026, em comparação com 1,80% na semana anterior. Para 2027, a estimativa permanece em 1,80%.
Quanto à Selic, o mercado começou a projetar uma taxa básica de juros de 12,13% no final deste ano, em comparação com 12,25% na semana anterior. Para o final de 2027, a estimativa permanece em 10,50% no próximo. A Selic está atualmente em 15% e a expectativa é que o ciclo de redução comece em março com um corte de 0,5 ponto percentual. A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 17 e 18 de março.
Para a cotação do dólar, a previsão do Foco ficou em R$ 5,45 para o fim de 2026, em comparação com R$ 5,50 na semana anterior, e de R$ 5,50 para o fim de 2027.
*Conteúdo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

