O metal precioso continua em sua trajetória de alcançar valores máximos históricos diariamente. Na última semana, o ouro ultrapassou o nível dos US$ 4.600 por onça (cerca de 32 gramas) e, hoje, já está próximo dos US$ 4.700, refletindo especialmente a obstinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em tensionar a relação com as nações europeias devido ao controle da Groenlândia.
Sendo considerado uma reserva de riqueza, o ouro tende a se valorizar em momentos de instabilidade e acompanhar a desvalorização do dólar dos Estados Unidos. “A busca pelo ouro em 2026 é motivada por uma combinação de fatores: o risco político global, agravado por conflitos geopolíticos e instabilidades institucionais, e uma política monetária que indica cortes de juros nos EUA”, afirma Paula Zogbi, estrategista principal da Nomad.
Ela argumenta que esse movimento se junta à volatilidade do dólar americano em relação às principais moedas globais e à diversificação intensa das reservas dos bancos centrais ao redor do globo, os quais buscam alternativas ao sistema financeiro tradicional em meio aos níveis históricos de endividamento global.
Informações sobre aquisição de ouro como investimento
Para investir em ouro, é fundamental conhecer seu perfil de risco e compreender as diferentes formas e características de cada tipo de investimento. Entre as alternativas disponíveis para incluir o metal na carteira, os ETFs representam uma opção mais descomplicada, visto que não exigem a compra e o armazenamento físico do ouro.
ETFs (Exchange Traded Fund) são fundos negociados em bolsa que seguem o desempenho de um índice específico, como o Ibovespa B3 ou um índice que reflete, por exemplo, a cotação do ouro no mercado global. Assim, o investidor adquire um ativo que segue o valor do ouro.
“Os ETFs de ouro têm sido o principal meio de diversificação de uma carteira, o que indica que seu valor não costuma acompanhar a movimentação de ações ou títulos de dívida em momentos de crise. Até recentemente, os Treasuries de longo prazo também desempenhavam bem esse papel, mas a dinâmica mudou ultimamente com o perfil dos riscos em foco, como o endividamento do governo americano, por exemplo”, afirma a estrategista-chefe da Nomad.
Em um contexto de incertezas globais, os ETFs de ouro servem como proteção contra a desvalorização das moedas fiduciárias. “A principal vantagem estratégica do ETF em relação ao ouro físico é a disponibilidade imediata e a eliminação dos custos e riscos de custódia pessoal, tornando a preservação do patrimônio eficaz e acessível”, conclui Zogbi.
Fonte: Bora investir

