O futebol no Brasil alcançou um novo estágio financeiro significativo. O montante de mercado dos 30 clubes mais valiosos do país atingiu R$ 47,4 bilhões em 2025, de acordo com pesquisa da Sports Value divulgada pela IstoÉ Dinheiro. Esse valor representa um crescimento de 15% em comparação ao ano anterior e é o patamar mais alto já registrado.
No topo da lista de valuation está o Flamengo, que se tornou o pioneiro a ultrapassar a marca dos R$ 5 bilhões. Logo em seguida vem o Palmeiras, que é o clube com avaliação mais próxima ao rubro-negro, sendo avaliado em R$ 4,4 bilhões.
O valor de mercado é calculado considerando três elementos: o valor do elenco, os ativos físicos (como estádio e centro de treinamento) e a relevância da marca. Após essa soma, a Sports Value aplica ajustes que levam em conta a situação financeira do clube, nível de endividamento, qualidade da gestão, potencial de crescimento e, no caso das SAFs, os investimentos dos empresários. Esses fatores podem elevar ou reduzir o valor final.

O Palmeiras, de fato, tem diminuído a distância em relação ao Flamengo. Em 2024, a diferença entre os valores do Rubro-Negro e do Verdão era de R$ 923 milhões. Já em 2025, a distância entre o time paulista e o carioca diminuiu para R$ 701 milhões.
Conforme a Sports Value, o Flamengo detém a marca mais valiosa, ao passo que o Palmeiras possui mais ativos, como estádio e elenco de maior valor.

“O valuation dos clubes brasileiros continua em ascensão, impulsionado principalmente pelos investimentos das SAFs e pelo desempenho esportivo das equipes. O grande desafio agora é evoluir qualitativamente, especialmente na consolidação das marcas e na gestão dos estádios”, destaca Amir Somoggi, sócio da Sports Value.
Ele esclarece que a pesquisa evidencia que o futebol nacional investe consideravelmente em contratações, Centros de Treinamento e estruturas de estádios, porém com retorno financeiro limitado.
Confira o top 30 dos clubes mais valiosos

A expansão do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi o principal impulsionador da valorização do mercado em 2025. Clubes que adotaram essa estrutura empresarial tiveram os maiores avanços no período, impulsionados por investimentos financeiros, reorganização administrativa e elencos mais competitivos.
Em apenas três anos, Botafogo, Bahia, Cruzeiro e Vasco apresentaram crescimentos percentuais muito acima da média, refletindo a entrada de capital privado, maior profissionalização e a capacidade de transformar ativos esportivos em valor econômico.
Esse movimento solidificou as SAFs como o principal motor da nova economia do futebol brasileiro.

*Reportagem original publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir
Fonte: Bora investir

