Neste começo do ano, o desempenho do setor financeiro brasileiro é visto de forma positiva no cenário global. Conforme um estudo exclusivo da Elos Ayta, o Índice Bovespa B3 estabeleceu-se como o indicador com o maior retorno acumulado até o dia 9 de abril de 2026, quando os lucros são convertidos para a moeda norte-americana. O aumento da bolsa brasileira chega a 31,12%, superando confortavelmente outros mercados em desenvolvimento e desenvolvidos. O índice encerrou a última quinta-feira atingindo uma alta recorde pela 15ª vez neste ano, alcançando 195.129,25 pontos.
A pesquisa revela que o Brasil, representado pelo Ibovespa, não está sozinho no otimismo latino-americano: o índice Sp/Bvl General Peru ocupa a segunda posição global, com 23,56% de retorno, seguido pelo IPyC México (13,38%) e pelo Msci Colcap Colômbia (11,81%).

Esse movimento foi fortemente influenciado pelo agravamento das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, o que aumentou a aversão ao risco a nível global e resultou em uma reavaliação significativa dos ativos internacionais. A crescente incerteza afetou particularmente os mercados desenvolvidos, que são mais sensíveis aos fluxos globais e às expectativas macroeconômicas.
Enquanto a América Latina e certas áreas da Europa — com destaque para o PSI Portugal (14,78%) — evidenciam ganhos substanciais, as principais economias mundiais estão apresentando desempenhos negativos ou variações mínimas. Nos Estados Unidos, o Dow Jones mantém-se estável com apenas 0,25% de alta, ao passo que o S&P 500 e o Nasdaq caem -0,30% e -1,81%, respectivamente.
A situação é ainda mais desafiadora para a economia chinesa. O índice Ftse China 50 registra a pior performance do ranking, com declínio de -2,93% em dólares.
Os índices Nikkei 225 do Japão (9,52%) e FTSE 100 da Inglaterra (6,77%) demonstram resistência até agora em 2026. Já o DAX Alemanha segue a tendência de diminuição com queda de -2,79%, destacando as dificuldades industriais enfrentadas pela maior economia do bloco europeu neste período.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro da B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

