O anterior à última sessão de negociação de abril encerrou com o Índice Bovespa B3 devolvendo todas as conquistas do mês devido à inquietação global em relação a um conflito prolongado no Irã. A principal medida do mercado de ações brasileiro baixou 2,05%, atingindo 184.750,42 pontos, nesta quarta-feira (29). Com a queda, o desempenho neste mês é de -1,45%.
A principal razão para evitar riscos veio novamente da geopolítica. O que antes era uma incerteza do conflito que já dura 60 dias, tornou-se uma preocupação ainda maior com informações de que o governo dos Estados Unidos estaria alertando companhias de energia para um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz, que poderia durar meses.
Os receios fizeram com que os valores do petróleo no mercado internacional subissem mais uma vez. O produto do tipo Brent, com vencimento em junho, aumentou 6% e atingiu US$ 118. Isso também impulsionou os valores das ações petrolíferas no Brasil, com a Petrobras ganhando mais de 3%.
Os olhares hoje também acompanharam a decisão do Banco Central norte-americano, o Federal Reserve, de manter a taxa de juros no nível atual, no intervalo de 3,50% a 3,75%. A reunião significou a última atuação de Jerome Powell como presidente do Fed.
“Apesar disso, o comunicado destacou a discordância de três membros, que optaram por adotar uma linguagem mais neutra em relação às próximas etapas da política monetária. Esse movimento sugere uma inclinação mais cautelosa dentro do FOMC, indicando que uma parte cada vez mais considerável dos membros avalia que, diante do nível atual de incerteza, a condução da política pode exigir ajustes em ambas as direções, além de reduzir as expectativas de novos cortes ao longo do ano”, destaca Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
Para encerrar a Super Quarta, os investidores brasileiros agora voltem suas atenções para a decisão do Copom sobre a taxa Selic, que será divulgada a partir das 18h30.
Ibovespa atualmente
Nesse cenário, o Ibovespa oscilou entre 188.709,96 pontos na máxima do dia e 184.504,18 pontos na mínima. O montante transacionado na B3 atingiu R$ 28,9 bilhões.
Principais aumentos
| Sigla | Dia (%) | Montante (R$) |
| BRKM5 | 5,55 | 8,94 |
| HYPE3 | 3,27 | 22,73 |
| PETR3 | 3,16 | 54,47 |
| PRIO3 | 3,07 | 66,38 |
| PETR4 | 3,03 | 48,96 |
Principais quedas
| Sigla | Dia (%) | Montante (R$) |
| WEGE3 | -6,75 | 44,10 |
| VALE3 | -5,87 | 79,44 |
| MGLU3 | -5,39 | 8,08 |
| COGN3 | -5,19 | 2,74 |
| BRAP4 | -4,64 | 22,61 |
Dólar atualmente
A prudência global impactou também o câmbio, com a moeda norte-americana ganhando terreno ante o real nesta quarta-feira. No final do dia, o dólar comercial aumentou 0,40%, atingindo R$ 5.
Bolsas em Nova York
Nas bolsas de Nova York, os investidores direcionaram sua atenção para o resultado do Fed, que já era esperado, o último discurso de Powell como presidente do banco central dos EUA e os balanços das Big Techs que estão sendo divulgados. Nesse cenário, o Dow Jones perdeu 0,57%, o S&P 500 caiu 0,04% e o Nasdaq aumentou 0,04%.
Fonte: Bora investir

