A taxa de desocupação aumentou para 6,1% no trimestre que terminou em março, registrando um acréscimo de 1 ponto percentual em relação ao trimestre de outubro a dezembro (5,1%), conforme comunicado pelo IBGE nesta quinta-feira, 30. Desde o trimestre encerrado em maio de 2025 o índice não ultrapassou os 6%. Apesar da elevação na comparação trimestral, esta foi a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em março, em todo o histórico da pesquisa iniciada em 2012. Confira aqui todos os detalhes.
O desfecho ocorreu conforme o previsto. A mediana das projeções de uma pesquisa da Reuters indicava que a taxa se situaria em 6,1% no período.
O contingente de desempregados no país atingiu a marca de 6,6 milhões, apresentando um aumento de 19,6% no trimestre, ou seja, mais 1,1 milhão de indivíduos em busca de uma ocupação. Em relação ao ano anterior, no entanto, o número ainda apresenta uma redução de 13% (menos 987 mil pessoas).
Por sua vez, a população empregada (102,0 milhões) teve uma queda de 1% (ou 1 milhão de pessoas) no trimestre, porém observou-se um aumento de 1,5% (mais 1,5 milhão) no ano.
Em comparação com o trimestre anterior, não houve acréscimo no contingente de pessoas empregadas em nenhum dos 10 grupos de atividades analisados pelo IBGE, sendo que em três deles foram registradas diminuições: Comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas empregadas), Administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e Serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).
Rendimento médio alcança novo patamar
O total de rendimentos, ou seja, a soma dos salários dos trabalhadores do país, atingiu uma marca recorde no trimestre finalizado em março: R$ 374,8 bilhões, mantendo-se estável no trimestre e aumentando 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.
O salário médio dos trabalhadores atingiu um novo recorde, alcançando R$ 3.722, e aumentando nas duas comparações: 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, após o ajuste da inflação nos dois períodos.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

