Os mercados internacionais deram início à semana em um cenário de intensa agitação geopolítica, com investidores reagindo ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acompanhar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. A principal inquietação está relacionada ao perigo de uma intensificação no conflito com o Irã. Os preços do petróleo foram os mais impactados por essa situação. O petróleo Brent, que é a referência global para essa commodity, chegou a ser transacionado por cerca de US$ 112 o barril. Além disso, a aversão ao risco aumentou e afetou os mercados de ações nos EUA: os principais índices das bolsas operam em baixa diante das novas incertezas no Oriente Médio.
Nos países asiáticos, houve movimentações mistas. O desempenho positivo das ações de tecnologia contribuiu para manter o otimismo, levando o índice Kospi, da Coreia do Sul, a registrar um aumento de mais de 5%, impulsionado por títulos de semicondutores. Já na Europa, o índice Stoxx 600 recuou, sob pressão do setor automotivo após o anúncio de Trump sobre a intenção de aumentar tarifas sobre carros da União Europeia. A próxima semana promete ser agitada, com a divulgação de resultados de grandes empresas e do relatório de empregos dos EUA, na sexta-feira.
No Brasil, o destaque nos noticiários da semana é a divulgação da ata do Copom, agendada para terça-feira (05), a qual deve fornecer mais detalhes sobre a decisão de redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que atualmente está em 14,50%. A temporada de divulgação de resultados empresariais também está ganhando força, com os resultados esperados do Itaú Unibanco, Bradesco, Embraer e B3.
Fonte: Bora investir

