A moeda digital conhecida como Bitcoin está em declínio nesta sexta-feira (19), aprofundando as quedas observadas desde quarta-feira, após a escolha do Federal Reserve de manter as taxas inalteradas nos Estados Unidos e os comentários feitos pelo líder da instituição, Kevin Warsh, que contribuíram para reforçar a perspectiva de um aumento nas taxas de juros ainda em 2022.
Hoje de manhã, o Bitcoin registra uma redução de 2,3%, sendo comercializado por US$ 62.423 nas últimas 24 horas, se aproximando de encerrar a semana com perdas de 2%. Em moeda nacional, o principal ativo virtual do mundo era avaliado em R$ 323.051, de acordo com informações do Portal do Bitcoin. Enquanto isso, o Ethereum apresenta uma queda de 2,9%, cotado a US$ 1.687. O XRP diminui 3,9%, ao passo que a Solana registra uma diminuição de 4,3% e a BNB tem um recuo de 3%.
O sentimento negativo foi impulsionado por uma queda generalizada nos mercados financeiros. Ontem, as bolsas globais recuaram em um dia de baixa atividade devido ao feriado de hoje, que fechou os mercados dos EUA, China, Hong Kong e Taiwan, e um índice de ações asiáticas recuou 0,6% após cinco dias consecutivos de recordes de alta.
Essa atmosfera surge após a decisão do Fed de manter as taxas de juros nos EUA, porém com projeções alteradas por parte dos membros, removendo qualquer indicação de redução das taxas e sugerindo a possibilidade de aumento ainda este ano. Os contratos futuros de Fed Funds agora precificam incrementos de 50 pontos-base nas taxas de juros nos próximos seis meses. Até janeiro de 2027, os mercados preveem que as taxas de juros nos EUA atinjam a faixa entre 4,00% e 4,25%.
Enquanto isso, o preço do petróleo Brent era negociado em cerca de US$ 79 por barril, apresentando uma queda de aproximadamente 9% na semana, devido à retomada do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, em virtude do acordo firmado entre os EUA e o Irã, que aliviou a tensão histórica na oferta do produto.
A atenção agora se volta para as negociações a respeito do programa nuclear iraniano, com o vice-presidente JD Vance destacando que o prazo de 60 dias para estabelecer os detalhes do acordo foi iniciado. A grande incógnita que paira sobre o mercado é o rumo desse ciclo e se as criptomoedas alternativas, que normalmente se valorizam no final de um ciclo de alta, terão sua oportunidade.
Michael Egorov, criador da Curve Finance, declarou ao CoinDesk que acredita que o Bitcoin está se comportando de modo distinto neste ciclo, uma vez que os fundos negociados em bolsa foram aprovados pouco antes do evento de halving de 2024, que ocorre aproximadamente a cada quatro anos e reduz a taxa de emissão de novos bitcoins, atraindo uma demanda institucional inexistente anteriormente e quebrando o padrão anterior.
Ele explicou que a especulação que antes seguia em direção às criptomoedas alternativas foi redirecionada para “moedas meme inúteis” logo após a implementação dos fundos negociados em bolsa.
Seu conselho para os programadores é claro. Eles não devem esperar qualquer aumento significativo nas criptomoedas alternativas por pelo menos mais 3 anos, devendo concentrar seus esforços na tokenomia, que vincula o valor de um token à receita real do projeto, em vez de se basear somente na empolgação do momento.
Essa interpretação condiz com a situação da semana. Deixando de lado o entusiasmo, o mercado estava majoritariamente em baixa, os fundos de Dogecoin tem pouca movimentação e o capital circulante continua favorecendo o Bitcoin em detrimento de outras criptomoedas.
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Fonte: Portal do Bitcoin

