O Consórcio Pão de Açúcar (GPA) divulgou, na presente terça-feira (10), que estabeleceu acordo com seus principais financiadores para elaborar um plano de restabelecimento extrajudicial. Caso aprovada, a medida possibilitará à organização renegociar parte de suas obrigações diretamente com os possuidores de créditos, sem intervenção do Poder Judiciário.
Posteriormente à publicação do pacto, as cotas do GPA (PCAR3) chegaram a baixar 8,79% por volta das 10h30.
Com efeitos imediatos, a proposta abrange unicamente as pendências sem garantias, que, de acordo com a própria associação, equivalem aproximadamente a R$ 4,5 bilhões. Excluíram-se os gastos do dia a dia ou operacionais, visando assegurar as remunerações a empregados, fornecedores, parceiros e consumidores.
O acordo foi firmado com os principais financiadores, detentores do valor equivalente a R$ 2,1 bi do montante total da transação – índice acima do mínimo legal de um terço dos créditos abrangidos. Em nota divulgada hoje pela manhã (10), a empresa declara que o plano “instaura um ambiente seguro e estável para a continuidade, pelo prazo de 90 dias, das tratativas” que já vinham acontecendo.
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“Ao longo desse período, a empresa acredita que alcançará o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e almeja atingir uma resolução organizada que trate simultaneamente da liquidez imediata e da solidez financeira de longo prazo”, divulgou o Pão de Açúcar.
O consórcio frisou que a operação de suas lojas foi preservada no processo, devendo manter o funcionamento regular.
“Assim sendo, o plano representa um marco significativo para a meta da administração de reforçar o equilíbrio financeiro, aprimorar o perfil da dívida e preparar a empresa para o futuro, ao mesmo tempo que resguarda a convivência com os fornecedores e protege a operação”, informou o comunicado. “Em breve a associação pretende divulgar em seu portal on-line, mais detalhes sobre o procedimento de recuperação extrajudicial.”
Na semana anterior, a associação já havia informado que continuava negociando com parte de seus financiadores a renegociação de passivos financeiros e de outras obrigações de curto prazo. O intento, segundo a empresa, é aprimorar “o perfil de sua dívida” e “reforçar a liquidez”, não abarcando questionamentos operacionais diários.
*Agência Brasil
Fonte: Bora investir

