A batalha no Oriente Próximo permanece como o foco principal para os investidores em todo o globo. Hoje, os contratos futuros de petróleo ultrapassaram novamente a marca dos US$ 100 por barril, em virtude do aumento das tensões no Estreito de Ormuz, canal por onde transita aproximadamente 20% do comércio global da matéria-prima. A apreciação acontece apesar da liberação sem precedentes de reservas de emergência pela Agência Internacional de Energia, cujo propósito era atenuar os preços.
Paralelamente, os mercados continuam em busca de indícios sobre o impacto do conflito na inflação mundial. Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), realizará sua reunião de política monetária, cercada de amplas expectativas de manutenção das taxas de juros.
No Brasil, os investidores repercutem os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a taxa oficial de inflação do país, que apresentou um acréscimo de 0,70% em fevereiro, em comparação com a taxa de 0,33% registrada em janeiro. A despeito do aumento em fevereiro, o IPCA no acumulado de 12 meses desacelerou para 3,81%, situando-se abaixo dos 4,44% dos 12 meses anteriores. A última vez que a inflação se mostrou inferior a 4% ao longo de um ano foi em maio de 2024 (3,93%).
Recorde o encerramento do mercado no dia anterior
Sem notícias recentes sobre um possível desfecho do conflito no Oriente Médio, o petróleo capturou a atenção do mercado e impulsionou o Ibovespa B3 para um ganho de 0,28%, atingindo os 183.969,35 pontos. O impacto positivo da valorização da commodity nas empresas do IBOV foi o fator preponderante que levou o indicador a encerrar em alta, enquanto outras bolsas pelo mundo tiveram desempenho negativo devido à aversão ao risco decorrente da guerra que adentra em sua segunda semana.
Fonte: Bora investir

