O conflito no Médio Oriente permanece como o ponto central de interesse para os investidores em todo o globo. Nesta quinta-feira (12), os contratos futuros de petróleo voltaram a ultrapassar os US$ 100 por barril, em reação ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, passagem por onde transita aproximadamente 20% do comércio mundial da matéria-prima. A valorização acontece apesar da liberação recorde de reservas emergenciais da Agência Internacional de Energia, que visava moderar os preços.
Simultaneamente, o mercado continua em busca de indícios sobre o impacto da guerra na inflação global. Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) conduzirá sua reunião de política monetária, com ampla expectativa de manutenção das taxas de juros.
No Brasil, o mercado repercutiu o desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, que apresentou elevação de 0,70% em fevereiro, contra 0,33% em janeiro. Apesar do aumento em fevereiro, o IPCA no acumulado em 12 meses desacelerou para 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses anteriores. A última vez que a inflação ficou abaixo de 4% no período de um ano foi em maio de 2024 (3,93%).
Recordar o encerramento do mercado ontem
Sem novas informações sobre o desfecho provável do conflito no Médio Oriente, o petróleo captou a atenção do mercado e impulsionou o Ibovespa B3 a subir 0,28%, alcançando 183.969,35 pontos. O impacto da alta da matéria-prima nas empresas do IBOV foi o principal fator que levou o índice a fechar em território positivo, ao passo que outras bolsas mundiais recuaram devido à aversão ao risco causada pela guerra, que já se prolonga para a segunda semana.
Fonte: Bora investir

