O secretário dos Transportes, Renan Filho, e o líder da ANTT, Guilherme Sampaio, comunicam nesta quarta-feira, 18, a partir das 10h, planos para aumentar a supervisão do cumprimento da tabela do valor mínimo do frete para motoristas de caminhão e para punir os transgressores. A divulgação ocorre em meio aos esforços do governo para tentar impedir o aumento dos preços dos combustíveis e a crescente inquietação sobre a possibilidade de uma greve nacional dos motoristas de caminhão, como a que paralisou o país em 2018, durante a administração de Michel Temer.
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O Ministério da Economia agendou uma reunião com os estados também nesta quarta para debater uma eventual diminuição temporária da taxa do ICMS e iniciativas para conter a alta dos combustíveis.
A Confederação Nacional dos Empregados em Transporte e Logística (CNTTL), que expressou ontem apoio às mobilizações de motoristas de caminhão no País, diante do aumento do preço do diesel, informou na noite de terça-feira, 17, que marcou uma reunião com o líder do Ministério da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
“Devido à evolução do movimento de paralisação coordenado pelos motoristas de caminhão autônomos, que ganhou destaque na mídia, representantes da categoria irão se encontrar com motoristas de todos os portos do país nesta quarta-feira, dia 18, em Santos”, comunicou o presidente da entidade, Paulo João Estausia, em comunicado.
A CNTTL ainda defende que a Petrobras volte a distribuir combustíveis no país para atuar como reguladora de preços no mercado.
O custo médio do diesel S-10, o tipo mais comercializado no Brasil, aumentou 18,86% no país desde 28 de fevereiro, quando começou o conflito entre EUA e Israel contra o Irã, impactando os mercados de petróleo e combustíveis, de acordo com pesquisa do painel online ValeCard.
A Petrobras indicou na noite de terça-feira que permanece “empenhada em uma atuação responsável, equilibrada e transparente” e que tem como “pilar essencial não transferir automaticamente a volatilidade dos preços internacionais” ao mercado nacional.
Conforme a empresa, o aumento recente do diesel “está alinhado” com essa estratégia e a “configuração de formação de preços continua robusta e operante”. A declaração da estatal foi divulgada no Linkedin, em meio à mobilização dos motoristas de caminhão por uma paralisação em protesto contra a elevação do preço do óleo diesel.
No comunicado, a Petrobras também afirmou que o impacto do aumento para o consumidor final foi atenuado porque o governo eliminou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel.
*Texto originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

