O Grupo Fleury declarou hoje que firmou um pacto não vinculante para potencial constituição de uma nova companhia junto com a Porto Seguro e a Oncoclínicas.
De acordo com comunicado relevante, o Grupo FleuryPorto Seguro realizariam um aporte conjunto de R$ 500 milhões e teriam o domínio da empresa. A distribuição de participação societária ainda está em fase de definição pelas partes envolvidas.
Já a Oncoclínicas disponibilizaria os bens e operações relacionados às clínicas oncológicas, assim como os débitos e passivos limitados a R$ 2,5 bilhões.
Foi concedida à Oncoclínicas uma exclusividade de 30 dias para o Fleury e a Porto Seguro a partir de 13 de março.
A nova entidade também emitiria títulos conversíveis em ações ordinárias, que seriam adquiridos pela Porto Seguro e/ou pelo Fleury, totalizando R$ 500 milhões. A Oncoclínicas ainda teria a opção de adquirir até 30% do total dos títulos, com vencimento em 48 meses e remuneração equivalente a 110% do CDI.
A transação está sujeita, dentre outros critérios, a aprovações internas e à realização de auditoria na Oncoclínicas.
A situação difícil da Oncoclínicas
As transformações e mudanças na gestão da empresa ocorrem em um cenário de crise intensa, após uma piora nos indicadores financeiros no último ano. A Oncoclínicas registrou um prejuízo de R$ 1,88 bilhão no terceiro trimestre de 2025, em comparação a um lucro de R$ 3,1 milhões no mesmo período do ano anterior. Conforme relatório, o Santander estima um prejuízo líquido de R$ 2,163 bilhões no ano.
Antes da saída de Bruno Ferrari, o relatório do Santander aponta a atual vice-presidente executiva da empresa, Camille Faria, como potencial próxima CEO. Faria assumiu o cargo atual no mês passado. De acordo com a empresa, Faria está à frente de iniciativas voltadas para aprimorar processos, reforçar a governança e melhorar a estrutura operacional.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

