Apesar da prudência no exterior, o Ibovespa B3 encerrou pelo segundo dia consecutivo no positivo e recuperou o nível dos 182 mil pontos. Com respaldo das ações relacionadas às matérias-primas, sobretudo o óleo, a principal referência do mercado brasileiro avançou 0,32%, para 182.509,14 pontos, nesta terça-feira (24).
O dia teve início com os investidores reforçando a cautela, diante das incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio. O petróleo voltou a subir e a ultrapassar os US$ 100.
A subida da matéria-prima, entretanto, impulsionou ações de petrolíferas no Ibovespa e auxiliou o IBOV a se valorizar, com destaque para a Petrobras (PETR4), que registrou alta de 2,69%. Além disso, a Vale (VALE3) apresentou ganho de 0,79%, com minério de ferro também em ascensão.
No cenário interno, o destaque foi a divulgação da Ata do Copom, onde o Banco Central afirmou depender de novas informações para estabelecer trajetória de ‘calibragem’ da Selic.
“A ata do COPOM trouxe um tom mais severo do que o comunicado incorporando maior nível de incertezas e colocando interrogação quanto à continuidade, mas, principalmente, quanto à profundidade e duração do ciclo de cortes, atribuindo maior dependência ao setor externo para definição dos próximos movimentos. Em outras palavras, apesar de manter uma porta entreaberta para o próximo encontro, há um peso considerável atribuído à melhora de variáveis como câmbio e petróleo, e um nível ampliado de incertezas em relação ao cenário geopolítico e às próximas decisões das autoridades monetárias dos principais países”, destacou Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Já a Receita Federal informou que a arrecadação federal atingiu R$ 222,1 bilhões em fevereiro, o montante mais elevado já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa crescimento real de 5,68% em comparação com fevereiro do ano anterior, já descontada a inflação.
Ibovespa hoje
Neste contexto, o Ibovespa oscilou entre 182.649,10 pontos no pico intradiário e 179.914,53 pontos na baixa do dia. O volume negociado na B3 totalizou R$ 24,8 bilhões.
Maior valorização
| Ticker | Incremento (%) | Montante (R$) |
| BEEF3 | 4,80 | 4,15 |
| MBRF3 | 3,37 | 19,62 |
| BRKM5 | 3,20 | 10,97 |
| CMIN3 | 2,86 | 5,03 |
| PETR4 | 2,69 | 47,27 |
Maior desvalorização
| Ticker | Perda (%) | Montante (R$) |
| AZZA3 | -2,83 | 26,80 |
| RAIL3 | -1,96 | 16,52 |
| EMBJ3 | -1,84 | 75,94 |
| NATU3 | -1,82 | 9,72 |
| RENT4 | -1,73 | 44,22 |
Dólar hoje
Apesar de mais contido do que em dias anteriores, o câmbio voltou a oscilar em relação ao real nesta terça-feira, com a aversão ao risco influenciando os mercados globais. Ao final do dia, o dólar comercial teve elevação de 0,25%, para R$ 5,25.
Bolsas de Nova York
Diferentemente do Ibovespa, as bolsas de Nova York refletiram de forma mais expressiva o aumento das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio. Nesse cenário, o Dow Jones registrou queda de 0,18%, o S&P 500 recuou 0,37% e o Nasdaq caiu 0,84%.
Fonte: Bora investir

