O percentual de inatividade no trimestre encerrado em fevereiro alcançou 5,8%, número acima do trimestre antecedente finalizado em novembro, quando estava em 5,2%. Apesar do acréscimo no intervalo, o dado é o mais baixo para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012, quando teve início a sequência histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Na idêntica etapa de 2025, a taxa de desocupação era de 6,8%.
No trimestre concluído em fevereiro, o Brasil contava com 102,1 milhões de indivíduos empregados e 6,2 milhões em busca de oportunidades. Já entre setembro e novembro de 2025, havia 5,6 milhões de brasileiros procurando vagas.
Os números foram anunciados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No trimestre finalizado em novembro, o total de ocupados excedeu em 874 mil. Conforme o órgão, o aumento do desemprego é decorrente da diminuição de postos de trabalho nos setores de saúde, educação e construção.
A especialista em Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a diminuição ao padrão sazonal, particularmente nos setores de educação e saúde.
“Parte considerável dos empregados é proveniente de contratos temporários no setor público. Na mudança de um ano para outro, ocorre o encerramento dos contratos existentes, impactando no nível de empregabilidade dessa atividade.”
Marca inédita no ganho
“O crescimento da remuneração resulta da alta demanda por trabalhadores, acompanhada da tendência de maior regularização em atividades do setor de comércio e serviços”, declarou Adriana Beringuy.
Outros pontos destacados na pesquisa:
- Número de empregados no setor privado com registro em carteira foi de 39,2 milhões, manteve-se estável em comparação ao trimestre antecedente finalizado em novembro e em comparação ao mesmo período de 2025;
- O total de trabalhadores autônomos fixou-se em 26,1 milhões, permaneceu inalterado entre trimestres consecutivos e aumentou 3,2% em relação ao mesmo período de 2025 (mais 798 mil pessoas);
- Índice de informalidade representou 37,5% da população empregada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), em oposição aos 37,7% do trimestre encerrado em novembro. Informais são trabalhadores desprovidos de garantias legais, como benefícios previdenciários e férias.
Critérios
A investigação realizada pelo IBGE analisa o desempenho do mercado de trabalho para indivíduos a partir dos 14 anos e inclui todas as formas de ocupação, seja com ou sem registro em carteira, temporário e autônomo, por exemplo.
Conforme os critérios do instituto, é considerada desocupada apenas a pessoa que de fato buscou uma colocação 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A maior taxa de desemprego já registrada na série iniciada em 2012 foi de 14,9%, alcançada em dois momentos: nos trimestres antecedentes concluídos em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19. Já a menor foi de 5,1% no último trimestre de 2025.
*Agência Brasil
Fonte: Bora investir

