Os papéis referentes à China tiveram um encerramento negativo no derradeiro dia de transações em março e anotaram sua pior depreciação mensal desde o início de 2022, em virtude das incertezas persistentes acerca do desenrolar do conflito no Oriente Médio.
Ao término das atividades, o indicador de Xangai registrou uma queda de 0,8%, ao passo que o indicador CSI300, abarcando as maiores companhias elencadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu quase 1%. Por outro lado, o indicador Hang Seng, de Hong Kong, apresentou um acréscimo de 0,15%.
No período, o Índice de Xangai sentenciou uma retração de 6,5%, consignando sua mais acentuada perda mensal desde janeiro de 2022; o Hang Seng declinou 6,9%, o pior mês desde janeiro de 2024.
A China comunicou índices do ramo industrial de março superiores às expectativas, com o índice oficial dos gestores de compras (PMI) da área fabril erguendo-se para 50,4, ultrapassando o limiar de 50 e atingindo o patamar máximo em 12 meses.
“O mercado encontra-se cada vez mais apreensivo em relação ao risco de desaceleração do crescimento global e à interrupção da cadeia logística”, mencionou ele, acrescentando que uma desaceleração do crescimento global prejudicaria as exportações chinesas.
As praças financeiras europeiasestão apresentando uma alta na manhã deste dia, mas também se direcionam para o pior desempenho mensal desde 2022, interrompendo uma sequência de oito meses favoráveis.
Por sua vez, o petróleo do tipo Brent permanece cotado próximo a US$ 110.
O efetivo bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, um ponto de gargalo para aproximadamente uma quinta parte dos abastecimentos globais de petróleo e gás, ocasionou um aumento superior a 50% nos valores do petróleo neste mês, a mais expressiva ascensão mensal nos registros da LSEG desde 1988, superando os avanços alcançados durante a Guerra do Golfo de 1990.
*Artigo originalmente veiculado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

