O secretário de Finanças, FernandoGomes, anunciou hoje que deixará o controle da pasta no próximo período. De acordo com ele, o chefe de operações do ministério, Dario Durigan, deverá assumir o comando da pasta, porém a escolha final cabe ao presidente Lula.
No entanto, ele não revelou para qual posição irá se candidatar nas eleições de 2026. “Estamos em conversas, ainda não há uma decisão definitiva. Estamos considerando a possibilidade de concorrer a alguma posição”, afirmou.
Gomes manifestou a convicção de que Durigan o substituirá na função. “Acredito que Dario será o escolhido para me suceder. Ele possui uma relação muito sólida com o presidente, é extremamente confiável e tem vasta experiência no ministério há bastante tempo. É um excelente gestor público. Eu confio nesta possibilidade, porém cabe ao presidente anunciar”, declarou.
Gomes deve concorrer ao governo de São Paulo
Mesmo relutante no início, Gomes deve aceitar o convite de Lula para disputar o cargo de governador de São Paulo, conforme informações obtidas pela agência Reuters.
A insistência de Lula em ter Gomes como candidato ao governo paulista se deve à necessidade de o presidente contar com um palanque sólido no Estado, que costuma favorecer a oposição. Uma performance fraca de Lula em São Paulo poderia prejudicar sua corrida presidencial, avalia o partido do presidente.
Apesar das pesquisas indicarem que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), possível candidato à reeleição, venceria em todos os cenários, dos nomes possíveis para enfrentá-lo pelo lado do governo federal — além de Gomes, foram mencionados o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet — o secretário de Finanças é o que apresenta melhor desempenho.
Gomes não tinha planos de se candidatar este ano, após ter sido derrotado em 2016 ao tentar se reeleger como prefeito de São Paulo, além de ter perdido também a corrida presidencial em 2018 e a disputa pelo governo de São Paulo em 2022. Ele estava planejando ser um dos coordenadores da campanha de Lula para a reeleição e inclusive chegou a expressar essa intenção, porém nas últimas semanas evitou fazer novas recusas em público.
Contudo, as fontes consultadas pela Reuters afirmam que a previsão de uma eleição desafiadora para o presidente aumentou a pressão para que Gomes cedesse.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

