O mercado bolsista brasileiro, conhecido como B3, comunicou no dia de hoje (16) o início da comercialização de três contratos de Opções de Política Monetária a nível internacional. Esta é uma nova ferramenta que permite a negociação das resoluções acerca das taxas básicas de juros dos Estados Unidos, da Europa e do México. O método é similar ao das Opções de Copom, as quais foram lançadas pela B3 em 2020.
“As Opções de Copom foram um produto derivado inovador quando foram introduzidas em nosso conjunto de produtos relacionados a juros. Neste momento, estamos ampliando esse portfólio, respondendo a uma demanda do mercado para negociar outras resoluções de política monetária que têm impacto na economia ao redor do mundo”, menciona Felipe Gonçalves, superintendente de Produtos da B3.
Além de possibilitar a negociação de maneira simples, esses contratos também são empregados como um indicativo das expectativas dos investidores em relação às resoluções monetárias.
“É um produto padronizado, no ambiente da bolsa de valores, transparente e que aumenta as opções de estratégias disponíveis para proteção das carteiras de investimentos”, acrescenta Felipe Gonçalves.
Os três novos Contratos de Eventos Financeiros anunciados pela B3 são:
- Opção de Decisão do FED (Federal Reserve), dos Estados Unidos (ticker: FED);
- Opção de Política Monetária do México (ticker: TOM)
- Opção de Política Monetária da Europa (ticker: DFE).
O valor acordado nos Contratos de Opção de Política Monetária pode variar numa escala de 0 a 100 pontos e reflete diretamente a probabilidade de ocorrer determinada situação. Cada ponto equivale a uma unidade da moeda correspondente a cada país (dólar americano, peso mexicano ou euro) e cada strike (preço de exercício) representa uma possibilidade de variação da taxa de juros.
O investidor toma uma posição baseada em sua expectativa sobre a resolução de política monetária — se a taxa será mantida, reduzida ou aumentada, e em que medida.
Na transação da Opção, o investidor paga (se for o comprador) ou recebe (se for o vendedor) um valor, o qual oscila entre 0 e 100 pontos. Esse valor reflete a probabilidade atribuída pelo mercado à concretização da situação representada pela Opção.
Se a situação se confirmar na data de vencimento, a Opção é exercida, e o comprador recebe o montante total, equivalente aos 100 pontos, fornecidos pelo vendedor. Em qualquer outro contexto, a Opção não gera pagamentos extras, e o desfecho da operação restringe-se ao valor pago ou recebido no momento da transação.
Tal como acontece com as Opções de Copom, a negociação dos novos contratos decorre até o final do pregão no dia em que a entidade monetária anuncia sua resolução acerca da taxa de juros. O término destas Opções dá-se no dia útil após a divulgação.
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Fonte: Bora investir

