O Órgão Regulador Financeiro (BC) enfatizou na ata mais recente da última reunião do Comitê de Orientação Monetária (Copom) que os próximos movimentos da trajetória da taxa primária de juros no território, a Selic, requerem prudência e serão condicionados a uma maior “clareza sobre a profundidade e a extensão dos desentendimentos no Oriente Médio”.
Na semana passada, o BC diminuiu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, e defendeu a necessidade de levar em conta novas informações para definir as taxas adiante, mencionando a possibilidade de ajustar a velocidade e a duração do ciclo de “ajuste” da taxa.
O Banco Central analisou que a demora na solução do conflito no Oriente Médio amplia a probabilidade de impactos persistentes na economia global e que a extensão da guerra até o momento pode ter sido suficiente para concretizar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a deterioração nas previsões do mercado.
O BC afirmou que entre os riscos que parecem ter se concretizado após o conflito, destaca-se de modo mais evidente o descolamento adicional das previsões de inflação para horizontes mais distantes, sobretudo para 2028.
A ata também ressaltou que os últimos relatórios de inflação ao consumidor e ao produtor evidenciaram “indícios claros” dos efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com indicadores em níveis significativamente superiores aos originalmente esperados.
O documento reiterou que uma inflação impulsionada pela demanda requer uma política monetária de restrição.
Consulte abaixo as previsões do Copom para a inflação:

*Reportagem originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

