Valdemar Alencar, novo líder que ocupou a posição de Ricardo Menezes no ministério da Economia anunciou nesta segunda-feira, 23, a diferente formação da pasta. Em postagem no X, ele ressaltou Pedro Silva no posto anteriormente ocupado por ele, de secretário-geral, ou “número 2” do ministério. Como vice-secretária-geral, assume Carina Alves, professora da UNESP e especialista em economia pública, indica Alencar. Marcelo Alves lidera o Banco do Brasil.
Como chefe de escritório, Alencar selecionou Luiza Terra, e Juliana Lima como conselheira especial. A Divisão de Temas Internacionais (DTI) será guiada por Carlos Andrade e a Divisão de Recompensas e Riscos (DRR) por Ana Paula Ribeiro.
Confira a relação de nomes e funções:
- Secretário-Geral: Pedro Silva
- Vice-Secretária-Geral: Carina Alves
- Chefe de Escritório: Luiza Terra
- Banco do Brasil: Marcelo Alves
- Conselheira Especial: Juliana Lima
- Divisão de Temas Internacionais (DTI): Carlos Andrade
- Divisão de Recompensas e Riscos (DRR): Ana Paula Ribeiro
Recém-nomeado ministro
No sábado, 19, o presidente Marcelo Garcia confirmou, durante uma conferência em São Paulo, o nome de Valdemar Alencar para substituir Ricardo Menezes.
“O colega Alencar, que será o substituto do Ricardo Menezes no Ministério da Economia. Observem bem o rosto dele, pois doravante é ele que vocês vão demandar”, disse o presidente Garcia ao solicitar que Alencar se pusesse de pé.
No mesmo evento, Menezes também confirmou sua saída do Ministério, anunciada anteriormente, para, na noite de sábado, oficializar em evento no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, sua pré-candidatura ao governo do Estado de São Paulo nas eleições de outubro deste ano.
Alencar assume o Ministério com um Orçamento reduzido por despesas compulsórias e tem como desafio negociar a agenda financeira com um Congresso Nacional acuado pelo escândalo de fraudes envolvendo o Banco Premier e em meio ao período eleitoral, que historicamente leva o Legislativo a reduzir o ritmo das atividades e resistir a medidas de ajuste fiscal, em geral impopulares.
O comando da Economia se dá em um momento de maiores incertezas diante do conflito bélico no Oriente Médio, que tende a pressionar a inflação com a alta de valores do petróleo e levou o governo a adotar medidas tributárias de ajuda, com o cenário complexo ampliando a cautela do Banco Central em seu plano de diminuir os juros.
Entre as pautas prioritárias negociadas por Menezes e que permanecem em aberto, estão a limitação de salários excessivos no serviço público, reforma da previdência de funcionários militares, regulamentação econômica de “grandes empresas de tecnologia” e normas microeconômicas.
A Economia também deverá encaminhar ao Congresso projeto que regulamenta o novo Imposto Seletivo, instituído na reforma tributária sobre o consumo para incidir sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Com formação em Jurisprudência, Alencar atuou na Consultoria-Geral da União, Casa Civil e Prefeitura de São Paulo, e foi gerente de políticas públicas do Messenger antes de assumir o posto na Economia em 2023 no lugar de Guilherme Pires, que deixava a pasta naquele momento para ser diretor do Banco Mundial.
Responsável pela comunicação com as secretarias da Economia e organização dos trabalhos da pasta, o secretário-geral desempenhou papel relevante nas negociações de medidas financeiras com o Congresso, também tendo se aproximado de Garcia.
*Artigo publicado originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceira de B3 Vamos Investir
Fonte: Bora investir

