Moeda estável, moeda meme, bitcoin… o vasto universo de ativos digitais é repleto de termos como esses e, diariamente, surge uma nova moda. As moedas estáveis, que são desenvolvidas para possuir um valor mais fixo do que o habitual das outras criptomoedas, estão despertando o interesse do meio financeiro e têm sido utilizadas para transferências entre criptomoedas e até como forma de quitação.
Moeda estável é uma criptomoeda que tem seu valor vinculado a uma moeda fiduciária, como o euro ou o iene, por exemplo. Devido à menor volatilidade dessas moedas, a moeda estável se torna um sinônimo de estabilidade dentro do setor de ativos digitais.
“As moedas estáveis são comumente empregadas para adquirir outras criptomoedas que não sejam moedas estáveis. Um setor que irá se beneficiar bastante delas é o de pagamentos, empresas que necessitam efetuar pagamentos em ienes ou na esfera de commodities, por exemplo. Isso pode ser uma conveniência, uma vez que não é obrigatório o uso de ienes, é possível deter apenas uma moeda estável”, esclarece Elaine Borges, professora doutora de Finanças da USP.
Rony Szuster, líder de Pesquisa do Mercado Bitcoin, destaca que uma das vantagens das moedas estáveis é a liquidez. “As moedas estáveis são um meio muito mais rápido em termos de burocracia para enviar recursos. São muito líquidas. É viável efetuar remessas desse capital de modo muito simples. Esta é uma das principais aplicações das moedas estáveis nos dias de hoje. Muitas pessoas também utilizam as moedas estáveis como reserva para poder investir em cripto posteriormente de forma ágil, ou seja, já possuir o dinheiro dentro do meio cripto”, acrescenta.
Recentemente, grandes bancos, como o Bank of America, têm manifestado interesse em lançar suas próprias moedas estáveis. Para Szuster, este interesse é justificado pela maior eficiência e menor custo para realizar remessas ou até mesmo outros tipos de serviços financeiros com moedas estáveis em comparação com o euro físico.
Elaine, por outro lado, enxerga este movimento como uma maneira das instituições financeiras seguirem uma tendência. “Isto demonstra a crença de que o mercado financeiro seguirá nessa direção de utilizar blockchain. As grandes instituições financeiras americanas já estão investindo significativamente nisso. Há pessoas desenvolvendo sua própria blockchain ou criando projetos em blockchains já existentes, como Ethereum e Solana”, afirma.
Qual a definição de blockchain?
O blockchain é uma tecnologia que possibilita o armazenamento de dados em blocos distribuídos numa rede e que utiliza todos eles para validar qualquer modificação realizada.
Para ocorrer a negociação, o dinheiro digital necessita de uma série de informações que confirmam a veracidade da transação e é isso que o blockchain realiza. Ele funciona como um banco de dados, entretanto, diferente de um arquivo digital tradicional – que é centralizado em um local, administrado por uma empresa que detém a exclusividade para alterar suas configurações –, o blockchain é um livro-caixa totalmente descentralizado.
No âmbito das criptos, a professora Elaine Borges explica o processo de tokenização desses ativos. “A concepção da tokenização é convert […]
Distinção entre moedas estáveis e mememoedas
As mememoedas são criptomoedas concebidas inspiradas em memes ou tendências da internet, como personagens virais ou movimentos culturais em voga online.
Diferentemente de projetos de moedas estáveis e criptos tradicionais, que possuem uma proposição de valor explícita (como contratos inteligentes ou privacidade), as mememoedas comumente surgem como brincadeiras ou sátiras.
“Uma mememoeda é uma criptomoeda geralmente relacionada a uma piada. A especulação acontece muito de acordo com o sentimento. É muito arriscado, não possui um fundamento e, geralmente, não apresenta um projeto”, conclui a professora.
De que maneira investir em criptomoedas pela bolsa
Atualmente, existem duas maneiras de investir em criptomoedas pela bolsa de valores, a B3. A forma mais simples é por intermédio dos ETFs, que são fundos indexados a um índice. Neste caso, o fundo acompanha a variação de uma criptomoeda específica.
Outra alternativa é por meio de contratos futuros. A B3 lançou em 2024 o contrato futuro de bitcoin, que possibilita ao investidor negociar com base na expectativa de valor que a criptomoeda terá em uma data posterior, sem a necessidade de adquirir ou vender bitcoin. Em 2025, os futuros de Ethereum e Solana também foram disponibilizad […]
Fonte: Bora investir

