Diante da incerteza, tanto em âmbito internacional quanto nacional, impactou novamente o comportamento do Ibovespa B3. O principal indicador do mercado de ações brasileiro caiu 0,61%, atingindo 177.283,83 pontos, nesta última sexta-feira (15), acumulando uma queda de -3,71% ao longo da semana.
No exterior, apesar das mensagens diplomáticas e otimistas dos dirigentes da China e dos Estados Unidos, após sua reunião na Ásia, os receios quanto ao conflito no Oriente Médio se tornaram novamente uma preocupação. As incertezas e novos ataques, com o Estreito de Ormuz ainda fechado, aumentam o risco de inflação global, o que volta a assustar o mercado. Com isso, o petróleo disparou e os valores voltaram a se aproximar dos US$ 110.
No âmbito nacional, a cautela provém do aspecto político, com atenção voltada para as eleições presidenciais em outubro. Os investidores continuam acompanhando os desdobramentos das notícias envolvendo o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, e sua ligação com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.
Do ponto de vista macroeconômico, o setor de serviços no Brasil registrou queda de 1,2% em março de 2026, em comparação com o mês anterior, após permanecer estável em fevereiro. A redução foi observada em todas as cinco áreas analisadas, com destaque para o setor de transportes, que teve uma diminuição de 1,7%.
“O dia de negociação desta sexta-feira consolida um contexto de grande aversão ao risco (risk-off), com uma reavaliação agressiva dos ativos globais diante da persistência da inflação e das tensões geopolíticas. Esse movimento está diretamente ligado à geopolítica, com novas acusações de Teerã e Washington sobre as partes envolvidas no conflito que não estão dispostas a chegar a um consenso. O conflito, que mantém o petróleo Brent acima dos US$ 108, alimenta ainda mais o choque de oferta e a pressão inflacionária, e o mercado agora considera a possibilidade de taxas de juros elevadas por um período muito mais longo”, comentou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Comportamento do Ibovespa hoje
Nesse contexto, o Ibovespa oscilou entre 178.340,52 pontos no pico intradiário e 175.417,25 pontos na mínima do dia. O volume de negociações na B3 atingiu R$ 31,7 bilhões.
Principais valorizações
| Ativo | Variação diária (%) | Preço (R$) |
| BEEF3 | 7,58 | 4,40 |
| BRAV3 | 2,75 | 18,69 |
| PRIO3 | 2,24 | 68,80 |
| PETR3 | 2,17 | 50,45 |
| NATU3 | 1,53 | 9,94 |
Principais desvalorizações
| Ativo | Variação diária (%) | Preço (R$) |
| USIM5 | -7,79 | 9,12 |
| HAPV3 | -6,11 | 12,45 |
| CSAN3 | -5,16 | 4,41 |
| CSNA3 | -3,75 | 6,42 |
| DIRR3 | -3,57 | 12,98 |
Câmbio hoje
O dólar americano retomou sua força em relação ao real nesta sexta-feira, ultrapassando novamente a marca de R$ 5. Ao final do dia, o dólar comercial subiu 1,63%, chegando a R$ 5,06.
Bolsas em Nova York
A escalada do conflito no Oriente Médio mais uma vez teve impactos nas bolsas de valores de Nova York, que fecharam em queda no dia e com resultados mistos na semana. Assim, o Dow Jones teve uma baixa de 1,07%, o S&P 500 registrou uma queda de 1,24% e o Nasdaq recuou 1,54%. Ao longo da semana, os desempenhos foram de -0,17%, +0,12% e -00,8%, respectivamente.
Fonte: Bora investir

