Depois de iniciar a semana com dois dias em alta, o Ibovespa B3 teve uma queda nesta quarta-feira (18), que foi marcada pela decisão de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Ao final do pregão, o principal indicador do mercado acionário brasileiro recuou 0,43%, ficando em 179.639,91 pontos.
Diferentemente das últimas semanas, o centro das atenções do mercado não foi o conflito no Oriente Médio, mas sim a ‘Super Quarta’, que começou com a divulgação da decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de manter a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, sem mudanças desde a reunião de dezembro. Esse resultado está de acordo com as projeções do mercado.
O ponto crucial, no entanto, foi a resposta ao pronunciamento de Jerome Powell, presidente do FED, que foi interpretado como mais cauteloso, com foco no desempenho e nas projeções de inflação nos EUA.
“Um aspecto relevante destacado por Jerome Powell durante a entrevista é que, embora a mediana das projeções de cortes nas taxas de juros não tenha sido modificada, há mais membros esperando uma quantidade menor de cortes nas taxas. Isso também pode refletir as expectativas de aumento da vigorosidade na economia americana, o que poderia gerar um impacto positivo na inflação. Ademais, ainda há o impacto do aumento das tarifas de importação, que tem influenciado os preços”, analisou Sara Paixão, Analista de Economia Global da InvestSmart XP.
No âmbito nacional, os investidores estão aguardando a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) quanto à taxa Selic. Apesar da previsão de uma redução, que já foi indicada anteriormente, o cenário internacional fez com que o mercado adotasse uma postura mais cautelosa e reavaliasse o tamanho do corte que poderá ocorrer hoje – ou até mesmo a manutenção da Selic. O Copom anunciará a nova taxa por meio de comunicado a partir das 18h30.
+ Programação de publicação dos resultados do quarto trimestre
Ibovespa hoje
Maior valorização
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| ENEV3 | 15,08 | 24,35 |
| CPLE3 | 5,56 | 15,20 |
| PRIO3 | 5,33 | 66,03 |
| MBRF3 | 2,47 | 17,03 |
| PETR3 | 1,77 | 51,63 |
Maior desvalorização
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| HAPV3 | -4,76 | 8,21 |
| YDUQ3 | -4,62 | 9,90 |
| CSNA3 | -4,42 | 6,06 |
| AZZA3 | -3,18 | 27,11 |
| CURY3 | -2,92 | 35,24 |
Dólar hoje
A prudência foi evidente nas movimentações cambiais ao longo do dia, porém, ganhou mais intensidade após a decisão de juros nos EUA e, sobretudo, após o discurso do líder do FED. No encerramento, o dólar comercial aumentou 0,90%, ficando em R$ 5,24.
“Jerome Powell adotou um tom mais rígido ao enfatizar que ‘se não houver progresso em relação à inflação, não haverá cortes nas taxas de juros’, indicando que, embora tenham ocorrido avanços no processo de desinflação, ainda não estão no ritmo desejado”, comenta Bruno Shahini, especialista em aplicações financeiras da Nomad.
Bolsas de Nova York
Ainda que a manutenção das taxas de juros já fosse esperada, as bolsas de Nova York ampliaram as quedas ao longo do dia quando foi divulgado que o índice de preços ao produtor nos EUA veio mais alto do que o previsto. Diante desse cenário, o Dow Jones caiu 1,64%, o S&P 500 recuou 1,36% e o Nasdaq teve uma baixa de 1,46%.
Fonte: Bora investir

