Hoje, a atenção dos mercados mundiais está concentrada nas hostilidades no Oriente Médio. O combate se alastra pela região e alcança agora o quarto dia. Neste momento, o ponto de interesse dos investidores é o fechamento do Estreito de Ormuz, via por onde transita aproximadamente 20% do comércio global de petróleo. Os EUA afirmam que a passagem está desimpedida, entretanto o Irã declara que incendiará qualquer embarcação que tente atravessar o canal. Além da inquietação quanto ao abastecimento de petróleo, outro fator que impulsiona as cotações é o aumento do custo do seguro para navios petroleiros. Em decorrência, os valores do petróleo no mercado internacional ascendem quase 9% nesta manhã.
O mercado aguarda por novos desdobramentos no conflito, e indícios de quanto a disputa pode se prolongar. Conforme o presidente norte-americano Donald Trump, a ofensiva no Irã pode se estender por entre quatro e cinco semanas.
Com o clima de aversão ao risco, as bolsas asiáticas encerraram o pregão de hoje em acentuado declínio. O índice sul-coreano liderou as quedas com retração superior a 7%. No Japão, o índice Nikkei registrou baixa superior a 3%. Na Europa, também os principais índices de ações operam em queda acentuada, com o índice Dax, da Alemanha, recuando 3,71%. O FTSE, de Londres, cede 2,69%.
Enquanto isso, no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liberou há pouco o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025. No ano, a economia brasileira expandiu 2,3% em relação a 2024. Na esfera de oferta, tanto Agropecuária (11,7%) quanto Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%) ampliaram. Mais tarde, o Ministério do Trabalho revelará os dados de admissões e demissões formais, mensuradas pelo Caged. Os números são capazes de orientar investidores na adequação de posições quanto à trajetória da Selic, porém a reação pode ser limitada, dada a ênfase no exterior.
Recordando o término de ontem
O primeiro pregão do mês de março foi marcado por oscilações na bolsa brasileira. O Ibovespa B3 iniciou o dia em baixa, imerso em aversão ao risco, mas encerrou a segunda-feira (2) com elevação de 0,28%, aos 189.307,02 pontos.
O impulso para a alta no final do dia foi, sobretudo, o desempenho das ações da Petrobras. A petrolífera se beneficia do acréscimo do petróleo e viu suas ações valorizarem quase 5%. As petro juniores também obtiveram resultados positivos no dia: PRIO (PRIO3) disparou expressivos 5,12%, Petrorecôncavo (RECV3) subiu 3,33% e Brava (BRAV3) avançou 2,84%.
Fonte: Bora investir

