O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) interrompeu a disponibilização de novos financiamentos consignados pelo banco C6 Consig a beneficiários e pensionistas do Sistema Geral da Previdência Social. O C6 Consig é gerido pela empresa-mãe N7, que também supervisiona o C6 Bank.
As transações anteriormente aprovadas foram interrompidas através de um comunicado divulgado no Diário Oficial da União desta terça-feira (17).
No comunicado, assinado pelo líder do INSS, Gilberto Waller Júnior, a organização afirma que o C6 Consig violou cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica ao adicionar em prestações relacionadas aos empréstimos consignados contratados, taxas inadequadas de serviços.
Em comunicado divulgado à mídia, o INSS declarou que a suspensão do recebimento de novas averbações (registros) de crédito consignado pelo C6 Consig foi adotada após a Controladoria-Geral da União (CGU) ter identificado pelo menos 320 mil acordos da instituição financeira com sinais de cobrança de despesas extras, como pacotes de serviços e seguros.
A proibição permanecerá vigorando até que os valores cobrados indevidamente sejam ressarcidos aos prejudicados, devidamente ajustados.
Comportamento sério
Conforme o INSS, as irregularidades descobertas resultaram na diminuição da quantia líquida efetivamente disponibilizada aos tomadores de empréstimo do banco, o que, de acordo com o instituto, é uma “ação considerada de alta gravidade”.
“O INSS enfatiza que é vetada a inclusão de despesas adicionais, como taxas administrativas, prêmios de seguros ou quaisquer encargos alheios à operação de crédito consignado. A regra existe para preservar a integridade da margem consignável e proteger a renda essencial dos beneficiários”, ressaltou o instituto.
Antes de suspender o recebimento de novas averbações de operações de crédito consignado, técnicos do instituto participaram de oito reuniões com representantes do C6 Consig, entre novembro de 2025 e 19 de janeiro deste ano, “sem sucesso em relação à celebração de Termo de Compromisso para regularização das irregularidades encontradas”.
Posição divergente
Também em comunicado, o C6 afirmou que discorda totalmente da interpretação do INSS e que não cometeu nenhuma irregularidade, tendo seguido rigorosamente todas as normas atualmente vigentes. O banco adiantou que irá contestar a decisão na “instância judicial”, garantindo que a contratação do consignado nunca foi condicionada à aquisição de qualquer outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios.
*Agência Brasil
Fonte: Bora investir

