Depois de um alívio nas preocupações no dia anterior, os medos em relação à extensão do conflito no Oriente Médio voltaram a influenciar os mercados hoje. Por conseguinte, os contratos futuros do petróleo tipo Brent, a principal referência global para os valores da mercadoria, voltaram a registrar alta e estão sendo negociados em torno de US$ 90 por barril. Autoridades americanas relataram que o Irã implantou explosivos no Estreito de Ormuz, com o propósito de bloquear o comércio na região.
Adicionalmente, a Agência Internacional de Energia (AIE) sugeriu utilizar 400 milhões de barris de petróleo, sua maior liberação já registrada, conforme o Wall Street Journal, como medida para conter os preços.
Também merece atenção a divulgação do IPC nos Estados Unidos. O índice de inflação pode indicar os eventuais impactos do conflito no Oriente Médio nos preços praticados no país. Isso pode modificar as percepções sobre qual será a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em sua próxima reunião de política monetária, agendada para a próxima semana. Atualmente, a maioria dos investidores espera que a taxa de juros seja mantida entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Enquanto isso, no Brasil, o Ibovespa futuro iniciou o dia em queda, influenciado pela cautela no cenário internacional. Os investidores também estão de olho nos dados sobre o comércio, divulgados agora há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No campo empresarial, o mercado está repercutindo os pedidos de recuperação extrajudicial da Raízen e do Grupo Pão de Açúcar (GPA).
Reviva o encerramento de ontem
O Ibovespa B3 encerrou o dia em alta de 1,40%, atingindo os 183.447,00 pontos. O mercado reagiu positivamente às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou que o conflito com o Irã está mais próximo do desfecho do que o previsto anteriormente. Apesar dessa indicação, Trump reafirmou no final do dia que “haverá graves consequências militares” se o Irã colocar explosivos no Estreito de Ormuz.
Fonte: Bora investir

