Depois de um alívio nas apreensões ontem, as inquietações sobre a extensão da conflito no Oriente Médio retornaram a influenciar nos mercados nesta quarta-feira (11). Por conseguinte, os contratos futuros do petróleo tipo Brent, a referência mundial para os valores da matéria-prima, voltaram a aumentar e estão sendo negociados em torno dos US$ 90 por barril. Autoridades americanas afirmaram que o Irã instalou explosivos no Estreito de Ormuz, com o intuito de impedir o transporte pela rota.
Adicionalmente, a Agência Global de Energia (AGE) sugeriu usar 400 milhões de barris de petróleo, sua maior liberação já documentada, conforme o Wall Street Journal, como tentativa de conter os preços.
Permanece em destaque, também, a publicação do IPC nos Estados Unidos. O índice de inflação já pode apresentar possíveis impactos da crise no Oriente Médio nos preços praticados no país. Isso pode modificar as percepções sobre qual será a determinação do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em sua próxima reunião de política monetária, que ocorre na próxima semana. Atualmente, a maioria dos investidores já considera uma manutenção das taxas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Enquanto isso, no Brasil, o Ibovespa futuro iniciou o dia em baixa, sob a influência da cautela internacional. Os investidores também estão de olho nos dados sobre o comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há pouco.
No cenário corporativo, o mercado está refletindo os pedidos de recuperação extrajudicial da Raízen e do Grupo Pão de Açúcar (GPA).
Relembre o encerramento de ontem
O Ibovespa B3 encerrou em elevação de 1,40%, alcançando os 183.447,00 pontos. O mercado reagiu positivamente às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou que o conflito com o Irã está mais próximo do término do que antecipado. Não obstante essa sinalização, no final do dia, Trump reiterou que “haverá graves repercussões militares” se os iranianos implantarem explosivos no Estreito de Ormuz.
Fonte: Bora investir

