O secretário da Economia, Enzo Durval, corroborou que plano de reprogramação de dívidas em desenvolvimento pelo governo, o denominado Libera 2.0. possibilitará que empregados utilizem parte do saldo do Fundo de Garantia para liquidar débitos. Ele, contudo não especificou montantes.
Numa entrevista a repórteres em São Paulo após encontro com instituições financeiras nesta segunda-feira, 27, Durval mencionou que as providências do plano serão agora submetidas ao presidente Lula e devem ser divulgadas nos próximos dias.
Ele não revelou as medidas do plano, porém declarou que o Libera 2.0. possibilitará abatimentos de até 90% sobre as obrigações, com enfoque em débitos de cartão de crédito, limite especial e empréstimos sem garantia.
Conforme o secretário, o plano deverá incluir linhas de empréstimo com “juros bastante reduzidos”, o que será concretizado por meio de um repasse do Tesouro Nacional ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a concessão de aval do governo aos bancos.
Ele frisou que a proposta terá prazo definido de vigência e não foi concebida para ser repetida.
O governo já havia colocado em prática outro programa com esse propósito entre 2023 e 2024, o Libera, que refinanciou R$ 53 bilhões em dívidas de cerca de 15 milhões de indivíduos. No entanto, índices de endividamento da população continuaram elevados em meio a ações para favorecer o crédito e taxas de juros elevadas.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

