A Companhia Petrolífera retomou o lugar de principal empresa em valor de mercado da América do Sul, avaliada em US$ 100,9 bilhões, após acrescentar US$ 26,3 bilhões desde o término de 2025, a maior ampliação absoluta entre todas as companhias sul-americanas no período.
O estudo, realizado pela empresa de consultoria Elos Ayta, coloca o Banco Itaú Unibanco na segunda colocação, após aumento de US$ 22,1 bilhões, alcançando US$ 97,8 bilhões. Por outro lado, a ex-primeira colocada Mercado Livre, perdeu US$ 7,6 bilhões em valor de mercado em 2026, caindo para US$ 94,5 bilhões, o que resultou em uma queda de duas posições de uma vez. Essa mudança interrompe um ciclo que teve início em 1º de agosto de 2024, quando a empresa havia ultrapassado a Petrobras e iniciado uma fase simbólica de predomínio das empresas de tecnologia na região.
“A mudança representa uma clara alteração no centro de valor da região. Se nos anos anteriores a história dominante apontava para a supremacia das plataformas digitais, o começo de 2026 revela um retorno, ainda que parcial, ao destaque dos segmentos tradicionais, principalmente energia e setor financeiro”, indica Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta.
O novo ranking também evidencia uma forte presença brasileira no topo: cinco das dez maiores empresas são do país, BTG Pactual, Vale e Ambev completam a relação, juntamente com a Nu Holdings, com sede nas Ilhas Cayman, mas atuação no Brasil. O México conta com três representantes, Grupo México, América Móvil e Walmart de México, enquanto a Argentina mantém apenas o Mercado Livre no seleto grupo.

O estudo também revela que apenas duas empresas perderam valor de mercado no ano, Mercado Livre e Nu Holdings (redução de US$ 2,65 bilhões). Todas as outras avançaram. Além da Petrobras e Itaú, destaca-se a Vale (crescimento de US$ 16,4 bilhões), BTG Pactual (US$ 15,5 bilhões) e Grupo México (US$ 19,1 bilhões).
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“Por trás desse aumento de valor das empresas brasileiras, há também um fator cambial crucial. A desvalorização de 6,16% do dólar em 2026 inflou automaticamente os valores de mercado quando convertidos para a moeda americana, intensificando a percepção de valorização das empresas listadas na B3”, destaca Rivero.
*Reportagem originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir
Fonte: Bora investir

