A fabricação industrial nacional aumentou 0,9% durante fevereiro, entretanto apresenta redução de 0,2% no ano de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No período de 12 meses, observou-se um crescimento de 0,3%.
A produção industrial do Brasil registrou uma queda de 0,7% em fevereiro, se comparada ao mesmo mês do ano anterior. Com esses resultados, a produção encontra-se 3,2% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), porém ainda está 14,1% abaixo do pico alcançado em maio de 2011.
Todavia, os avanços foram superiores às previsões dos economistas consultados em pesquisa pela Reuters. As estimativas indicavam um aumento de 0,7% na variação mensal e uma redução de 1,0% na base anual.
Aspectos relevantes da indústria no mês
Bens de capital (2,3%) apresentaram o maior crescimento comparativamente a janeiro, registrando assim a segunda elevação consecutiva. Os setores responsáveis pela produção de bens intermediários (1,1%), bens de consumo duráveis (0,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%) também demonstraram expansão.
Destacaram-se positivamente os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%), exercendo influências significativas no resultado positivo.
Outras contribuições relevantes para o desempenho da indústria vieram dos segmentos de móveis (7,2%), máquinas e equipamentos (6,8%), produtos têxteis (4,4%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (3,4%), bebidas (3,4%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,1%).
Por outro lado, destaque para a queda observada em produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), sendo esse o principal fator de influência negativa. O IBGE também ressalta os impactos negativos gerados pelos setores de produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%) na estatística da Indústria.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

