A manufatura industrial nacional progrediu 0,9% em fevereiro, contudo acumula redução de 0,2% no corrente ano, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No período de 12 meses, observou-se crescimento de 0,3%.
O setor fabril brasileiro registrou em fevereiro uma diminuição de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com tais resultados, a produção encontra-se 3,2% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020); no entanto, permanece 14,1% abaixo do pico atingido em maio de 2011.
Os avanços superaram as projeções levantadas em pesquisa da Reuters com especialistas. As estimativas apontavam elevação de 0,7% na variação mensal e queda de 1,0% na base anual.
Pontos destacados no ramo industrial deste mês
Bens de capital (2,3%) apresentaram o maior crescimento no mês em comparação com janeiro, marcando a segunda alta consecutiva. Os setores de bens intermediários (1,1%), bens de consumo duráveis (0,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%) também demonstraram expansão.
Os impactos positivos mais relevantes foram verificados em veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (2,5%).
Outras contribuições positivas significativas para o setor industrial global vieram de móveis (7,2%), máquinas e equipamentos (6,8%), produtos têxteis (4,4%), manutenção, conserto e instalação de máquinas e equipamentos (3,4%), bebidas (3,4%) e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (3,1%).
Por outro lado, os produtos farmacêuticos e farmoquímicos (-5,5%) exerceram a principal influência negativa. O IBGE também destaca os impactos adversos no setor industrial assinalados pelos segmentos de produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%).
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

