Diante da extensão do conflito no Oriente Médio, os analistas financeiros começaram a prever aumento na taxa de variação de preços nos próximos três anos. Conforme o informativo Focus do Banco Central distribuído nesta segunda-feira, 30, a estimativa para o IPCA ao término de 2026 subiu de 4,17% para 4,31%. Para 2027, elevou-se de 3,80% para 3,84%. A projeção para 2028 também subiu, passando de 3,52% para 3,57%. Antes do início do conflito, os especialistas previam uma taxa de variação de preços abaixo de 4% para este ano.
O objetivo central oficial para taxa de variação de preços é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O Banco Central espera que o IPCA encerre o ano em 3,9%. Confira os detalhes.
Abaixamento reduzido da Selic em abril
O Focus indicou que os especialistas passaram a enxergar uma diminuição de apenas 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em abril, para 14,50%. Na semana anterior, as previsões apontavam para uma redução de 0,50 ponto percentual, para 14,25% ao ano.
Neste mês, na sua última reunião, o Copom optou por uma redução de 0,25 ponto na Selic, para 14,75% ao ano, mencionando cautela à frente em meio ao conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Apesar disso, os consultores não modificaram as estimativas para a Selic, mantendo as projeções de que a taxa básica encerrará o ano em 12,5% e diminuindo para 10,5% até o final de 2027.
Produto Interno Bruto e moeda norte-americana
No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento para 2026 aumentou de 1,82% para 1,85%. Para 2027, a projeção de crescimento permanece em 1,80%.
Em relação à cotação do dólar, as previsões de câmbio permanecem em R$ 5,40 no final de 2026 e R$ 5,45 até o fim de 2027.
Crédito e falta de pagamento
Em outro relatório divulgado nesta segunda-feira, o BC revelou que as aprovações de financiamentos no Brasil diminuíram 6,5% em fevereiro em comparação com o mês anterior, com o total de crédito em vigor aumentando 0,4% no período, totalizando R$7,146 trilhões.
No mês, a falta de pagamento no setor de recursos livres alcançou 5,5%, em comparação com os 5,3% em janeiro.
Enquanto isso, as taxas cobradas pelas instituições financeiras no crédito disponível ficaram em 48,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

